O protesto foi convocado pelos participantes do 24º Congresso Nacional das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos, durante manifestação em frente ao Palácio do Planalto, A iniciativa conta com o apoio da CMB (Confederação das Santas Casas, Hospitais e Entidades Filantrópicas) e Fehosp (Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes do Estado de São Paulo).
O provedor da instituição de Marília e diretor administrativo-financeiro da Fehosp, Milton Tédde, lembra que o setor sofre há tempos com o subfinanciamento. “A cada R$ 100 dos custos reais dos procedimentos, o SUS (Sistema Único de Saúde) paga apenas R$ 60. O déficit é o grande problema. A situação é complicada no país inteiro e não há gestão eficiente que consiga fazer a conta fechar”, disse o administrador hospitalar.
Solidária ao movimento, a instituição já iniciou o reagendamento dos procedimentos eletivos (não urgentes) que estavam marcados para o dia 25 de setembro. Entre consultas e exames, serão pelo menos 102 atendimentos adiados. A coordenadora de negócios da Santa Casa, Márcia Mota, afirma que todos serão avisados com antecedência e as novas datas definidas de forma imediata.
“Em nenhum destes casos, o adiamento irá acarretar em complicação à saúde ou prejuízo ao tratamento do paciente. Houve um levantamento criterioso por nossa equipe e apesar dos transtornos que isso pode representar, a nossa participação no movimento visa atender uma necessidade da própria população brasileira, que precisa de forma definitiva da saúde filantrópica com mais recursos”, disse Márcia.
Faixas para explicar o movimento à população serão colocadas em frente ao hospital. Como ocorreu na última paralisação de um dia, em 2013, diretores da Santa Casa estarão no ambulatório para conversar com pacientes e tirar dúvidas sobre o motivo da suspensão. Os funcionários administrativos estão sendo convocados a utilizar camisetas pretas e os colaboradores da assistência (uso necessário do branco) terão à disposição braçadeiras ou laços na cor preta, para demostrar luto e adesão ao movimento.
O presidente da CMB e da Fehosp, Edson Rogatti, lembrou que as entidades representativas, nos Estados e em âmbito federal, tem empreendido todos os esforços para negociar com os governos. Está mais que evidente, segundo ele, as causas do problema enfrentado pelo setor. “Temos a obrigação de reivindicar o direito à saúde da população”, defendeu o dirigente, que é provedor da Santa Casa de Palmital (100 km de Marília).
Edson Rogatti e Milton Tédde
MAC perdeu a invencibilidade no Paulista da A3 para o XV de Jaú (Foto: Matheus…
Boletim médico divulgado nesta segunda-feira (16) pelo Hospital DF Star indica que o ex-presidente Jair Messias…
O prazo para envio da Declaração de Ajuste Anual do Imposto sobre a Renda da…
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) faz, nesta semana, nova reunião…
Praça do distrito de Padre Nóbrega deve receber melhorias de acessibilidade e iluminação (Foto: Google)…
Trajetória de Anderson Cardoso inspira com a fundação do Grupo DOC’s (Foto: Geovana Rodrigues/Marília Notícia)…
This website uses cookies.