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Responsáveis por cães no Vila Nova são convocados para exame

Cidade
11 de fevereiro de 2019

Equipe de controle da leishmaniose fará plantão no sábado (16) para quem não foi localizado durante a semana (Foto: Arquivo)

O grande número de casas fechadas, durante os dias de semana, levou a equipe de controle da leishmaniose da Divisão de Zoonoses a convocar os responsáveis por cães no bairro Vila Nova e parte do São Judas (zona norte) e realizar plantão neste sábado (16). O objetivo é coletar sangue dos cães para o Inquérito Sorológico Canino, visando o combate da doença.

O plantão será das 9h às 16h, em frente à USF Vila Nova, na rua Rua Hermes da Fonseca, 496. Deve comparecer apenas quem recebeu a notificação por escrito. Em geral, o aviso está sendo deixado nas caixinhas de correspondência.

A veterinária Vanessa Nishizawa, que integra a equipe da Divisão, lembra o responsável por cão, residente no território, que pode procurar a equipe para outros esclarecimentos, porém o foco do plantão é sanar as pendências do inquérito sorológico.

“Estaremos à disposição para informar sobre os cuidados que a população deve tomar, os sintomas da leishmaniose visceral, mas o grande objetivo é atender especialmente aquele morador que trabalha durante a semana, que estava ausente quando passamos nas casas para a coleta de sangue do cão. O exame é rápido e muito importante para o controle da zoonose”, disse a veterinária.

LEISHIMANIOSE VISCERAL

A doença é causada por um protozoário, transmitido pelo “mosquito palha”. O pequeno inseto se desenvolve em ambiente com umidade, junto à matéria orgânica como folhas secas, frutas apodrecidas, madeira em decomposição, fezes de animais, entre outros.

O mosquito alimenta-se, principalmente, do sangue de animais domésticos. Por isso a importância de não manter criação de porcos e galinhas na área urbana. Fundamental também ficar alerta com a saúde dos cães.

PLANTÃO

Em novembro foi registrado o quarto caso de leishmaniose visceral humano na cidade. Para evitar transmissão, a Secretaria Municipal da Saúde desencadeou uma série de ações, incluindo reforço nas visitas domiciliares, orientação aos moradores e coleta de materiais orgânicos em frente às casas.

O trabalho ao sábado é importante, explica a veterinária, porque o inquérito sorológico canino cumpre protocolo do Ministério da Saúde e favorece o bloqueio da transmissão. A equipe com veterinário responsável vai até as casas, examina os cães e coleta sangue para teste que tem resultado rápido.

Em caso de positividade é feita a contraprova, utilizando método diferente. Somente com os dois resultados positivo, o cão é diagnosticado.

Em 2018, Marília apurou quatro casos humanos, sendo três na zona norte e um na zona sul. “É uma doença grave, que acomete e pode matar também humanos. Nosso esforço é para proteger a população, orientar os moradores sobre os riscos que todos correm e evitar sofrimentos, com casos positivos e óbitos”, reforçou a veterinária.

SINTOMAS EM HUMANOS

– Febre de longa duração;

– Aumento do fígado e baço;

– Aumento do volume abdominal

– Perda de peso;

– Fraqueza/Redução da força muscular;

– Anemia

EM CÃES

– Falta de apetite/Perda de peso

– Pelagem opaca/Perda de pelos

– Úlceras

– Anemia e apatia

– Inchaço nos gânglios

– Diarréias e vômitos persistentes

– Crescimento exagerado das unhas/Conjuntivites

– Hemorragias nasais

– Lesões e descamações (focinho, orelhas, cauda, articulações e ao redor dos olhos)

– Abdômen inchado/atrofia muscular

* A leishmaniose, tanto em cães quanto em humanos, pode passar um longo período sem manifestar qualquer tipo de sintoma.