Marília e região

Região tem 10 cidades que não custeiam a própria existência

Um raio-x da gestão pública na região administrativa de Marília, feito a partir do Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF), revela contrastes entre as 51 cidades avaliadas. A análise, que mede a qualidade da administração fiscal em 2024, mostra municípios com desempenho de excelência, mas também acende alerta para dificuldades significativas em pilares como liquidez e investimento.

Segundo o levantamento, 10 municípios (19,61% do total) não conseguem custear a própria estrutura administrativa.

Autonomia fiscal

O estudo apontou 10 cidades sem autonomia ou com autonomia considerada crítica. São elas: Borá, Júlio Mesquita e Fernão (nota 0,0000); Timburi (0,0530); Lupércio (0,0585); Álvaro de Carvalho (0,0784); Alvinlândia (0,2287); Arco-Íris (0,3462); Gália (0,3754) e Oscar Bressane (0,3906).

O IFGF tem como base os resultados fiscais declarados pelas próprias prefeituras, conforme a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Os dados são encaminhados à Secretaria do Tesouro Nacional (STN), que os disponibiliza ao público pelo Siconfi, sistema oficial de acompanhamento da gestão fiscal no Brasil.

Liquidez

Na região de Marília, sete cidades estão em situação crítica no indicador de liquidez, com nota zero: Marília, Júlio Mesquita, Álvaro de Carvalho, Ipaussu, Timburi, Herculândia e Chavantes. O índice revela a capacidade de as prefeituras cobrirem despesas de curto prazo.

Investimentos

No quesito investimentos — aplicação de recursos em obras e serviços — 13 cidades foram classificadas em nível crítico. Entre elas está Marília (nota 0,1518), ao lado de Júlio Mesquita (0,1074), João Ramalho (0,1893), Lupércio (0,1986), Ocauçu (0,2327), Quintana (0,2413), São Pedro do Turvo (0,2474), Gália (0,2485), Paraguaçu Paulista (0,2986), Cândido Mota (0,3057), Álvaro de Carvalho (0,3169), Bernardino de Campos (0,3251) e Garça (0,3634).

Melhores e piores resultados

O topo do ranking regional é liderado por Queiroz, com IFGF de 0,9532, seguido de Vera Cruz (0,9386), Platina (0,9132), Salto Grande (0,8912) e Rinópolis (0,8885).

Na ponta de baixo, as piores colocações ficaram com Júlio Mesquita (0,1660), Álvaro de Carvalho (0,3488), Timburi (0,4561), Lupércio (0,4909) e Marília (0,5379).

Alcyr Netto

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