Com reajuste em basicamente todos os produtos e serviços, tem ficado cada dia mais difícil manter o padrão de vida. É o caso da aposentada mariliense Lúcia Helena Fassoni, que não gostou de saber da correção de 15,5% autorizada aos planos de saúde individuais e familiares.
A autorização foi publicada na última quinta-feira (26) pela Agência Nacional de Saúde (ANS). O índice pode ser aplicado a partir da data de aniversário de cada contrato.
“Tenho o meu plano individual há 25 anos. Esse aumento vai onerar muito meu orçamento, porque estou aposentada e o reajuste da aposentadoria é cada vez menor. Não acompanha a alta dos preços”, justifica a mariliense.
Esse é o maior aumento autorizado desde o ano 2000. Até então, o índice mais alto tinha sido em 2016, de 13,57%, segundo os dados da ANS.
(Arte: Divulgação/Agência Nacional de Saúde)
A medida é válida para contratos firmados a partir de janeiro de 1999 ou adaptados à Lei nº 9.656/98. Para chegar ao percentual de 15,5%, a agência utilizou a metodologia que vem sendo aplicada desde 2019, que combina a variação das despesas assistenciais dos planos com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
Em 2021, o índice havia sido negativo (-8,19%) e houve redução nas mensalidades em razão da queda na realização de procedimentos no ano anterior (período de pandemia, quando houve adiamento de consultas, exames e cirurgias).
Em caso de dúvidas, os consumidores podem entrar em contato com a ANS por meio dos seguintes canais de atendimento:
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