A Justiça de Marília aceitou, na quarta-feira (13), a denúncia do Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) contra Rodrigo Henrique de Souza, 39 anos, acusado de matar a ex-companheira, a cabeleireira Lucimara Nunes, 55 anos, em crime brutal ocorrido no início do mês. O réu segue preso preventivamente enquanto responde ao processo.
Segundo o promotor de Justiça Rafael Abujamra, responsável pelo caso, a acusação inclui feminicídio e ficaram demonstrados menosprezo à condição de mulher, motivo torpe, uso de recurso que dificultou a defesa da vítima, meio cruel e descumprimento de medida protetiva.
O MP-SP destacou que, dias antes do crime, o réu já havia perseguido e agredido a vítima, o que levou a Justiça a conceder a medida protetiva que ele desobedeceu.
A promotoria lembrou que a condenação do acusado, em penas mais elevadas, é cabível, já que ele já tinha condenação por violência doméstica anterior, é reincidente e estava, inclusive, no gozo de sursis – que é a suspensão condicional da pena, um benefício concedido pelo juiz a um condenado para que ele não precise cumprir a pena de prisão imediatamente – quando do crime.
MORTE EM VERA CRUZ
Na tarde de um sábado [2 de agosto], por volta das 12h, Lucimara foi atacada na rua Aurélio Luiz Oliveira, na região central de Vera Cruz. De acordo com a Polícia Militar, a vítima se despedia de familiares quando viu o ex-companheiro se aproximando.
Ela correu para a casa da irmã, mas foi perseguida e atingida com múltiplos golpes de faca no tórax. Imagens de uma câmera de segurança registraram o momento em que o autor chega para avançar contra a mulher e, depois, sai com a faca visível em uma das mãos.
Ela chegou a ser socorrida consciente, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos e morreu durante uma cirurgia no Hospital das Clínicas (HC) de Marília.
Após o crime, Rodrigo fugiu em um Peugeot branco, que foi localizado horas depois em Marília. Ele tentou escapar a pé, mas acabou preso em Pompeia, após ser encontrado no quintal de uma residência.
Ao ser detido, confessou o crime alegando ciúmes, mas permaneceu em silêncio na delegacia. Ele teve a prisão em flagrante convertida para preventiva, durante a audiência de custódia. Denúncia do Ministério Público foi apresentada e já está acolhida pelo juízo da 2ª Vara Criminal de Marília.
Testemunhas arroladas pela defesa e MP serão ouvidas, o réu interrogado e o juiz poderá determinar, em sentença de pronúncia, a Júri Popular.
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