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Professora considerada obesa para cargo, ganha na Justiça

Professora realizou cirurgia bariátrica em março de 2015.

A professora de biologia de Araraquara (SP) que foi impedida de assumir o cargo em um concurso público em 2014 por ser considerada obesa mórbida vai finalmente ter direito à vaga, após decisão da Justiça.

“Sinto alegria e, principalmente, um alívio”, disse Ana Carolina Buzzo Marcondelli. Ela afirmou que vai pedir uma indenização ao estado por conta da humilhação que diz ter sofrido. O valor ainda será decidido.

A Secretaria Estadual da Educação informou que ainda não foi notificada da decisão da Justiça e que a Diretoria Regional de Ensino de Araraquara está à disposição da professora para qualquer informação que ela precisar.

Ana precisa acertar alguns detalhes, como quando e onde vai assumir o cargo. A advogada vai solicitar ainda o retroativo referente ao salário que a bióloga deveria estar recebendo desde 8 de março de 2014. A Justiça determinou novembro de 2015, quando a professora passou pela última perícia.

Aprovada em 15º lugar em um concurso público da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, a bióloga, de 32 anos foi considerada acima do peso pelos exames do Departamento de Perícias Médicas do Estado (DPME) e recorreu do resultado, mas as respostas não foram animadoras. Pela Justiça, ela também não conseguiu uma liminar para ocupar o cargo. Indignada, ela entrou com um processo, mas chegou a desistir de lecionar no estado. “Cansei de ser humilhada”, disse ela na época.

Em março de 2015, ela decidiu realizar a cirurgia bariátrica, um sonho antigo. “Não foi por conta do concurso, era algo que eu sempre quis fazer e na época que fui reprovada já pensava nisso. Emagreci porque eu quis, não porque alguém me obrigou. Perdi 30 quilos e estou feliz com o meu corpo e continuo saudável do jeito que eu era antes”, relatou a professora que tem 1,65 m e pesava 117 quilos.

Considerada inapta

Ana passou no concurso para lecionar ciências e biologia em Matão. Em fevereiro de 2014, ela fez os exames e em março recebeu o resultado de que não poderia assumir o cargo por ser considerada obesa mórbida pelo médico perito. Ela então entrou com recurso e foi considerada inapta novamente em abril. No mesmo mês, entrou com um segundo recurso, que também foi negado.

Informações do G1

Amanda Brandão

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