(Mensagens encontradas nos eletrônicos apreendidos (Foto: Divulgação)
Mensagens obtidas pelo Marília Notícia mostram parte das conversas do professor preso, nesta terça-feira (10), durante operação de combate à pornografia infantil e estupro de vulnerável. O homem mora em Marília e presta serviço em Assis (distante 75 quilômetros), onde foi detido.
Nas mensagens ele oferece a filha, de apenas seis anos, para atos sexuais em troca de dinheiro. Os diálogos estavam no celular do criminoso.
Segundo a polícia, o professor se passava por mulher em redes de relacionamento. Em parte das conversas o homem afirma que precisa de alguém para ajudar a cuidar da filha e em troca ele e a menina poderiam “dar carinhos”.
Em outro trecho ele pergunta se a outra pessoa “curte crianças”. Algumas conversas tem conteúdo pornográfico como é possível observar nos trechos abaixo.
Mensagens divulgadas (Foto: Divulgação)
Entenda
A operação aconteceu em Assis e teve mandado de busca e apreensão cumprido na casa do professor em Marília. Na residência do homem foram apreendidos aparelhos eletrônicos. O professor foi preso em um hotel da cidade da região.
Além dos crimes de pedofilia, a polícia também investiga um possível estupro de vulnerável. Aproximadamente quinze policiais civis participaram das ações nas duas cidades.
Segundo a Polícia Civil, a investigação teve início a partir do registro de um Boletim de Ocorrência, em que o denunciante explicou ter estabelecido conversa com uma pessoa, que se identificou como mulher, com foto feminina em seu perfil, a quem conheceu em site de relacionamento.
(Foto: Divulgação)
A polícia identificou que o interlocutor se trata de um professor que ocupa o cargo de supervisor de ensino, na Secretaria Municipal de Educação de Assis, mas cuja linha telefônica estava cadastrada com dados falsos de uma outra professora.
Em comunicado, a Prefeitura de Assis informou que “a Secretaria Municipal de Educação, mediante prisão de servidor de carreira dessa Pasta, esclarece que o mesmo não é professor e nem atua em sala de aula, mas sim ocupa cargo administrativo na sede da Secretaria, a qual já tendo tomado conhecimento do caso, vai colaborar com as investigações dentro do que for solicitado pelas autoridades. Deve ainda considerar que a acusação contra ele ocorre fora do serviço público, e sim em sua vida particular”.
(Foto: Divulgação)
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