Polícia

Professor é suspeito de abusos sexuais em Alvinlândia

Um professor da Secretaria de Estado da Educação – que também exerce função de pastor em uma igreja evangélica – foi afastado e virou alvo de um inquérito que apura abuso sexual contra alunas de uma escola estadual de Alvinlândia, município na região de Marília.

A reportagem do Marília Notícia apurou que as denúncias vieram à tona após a campanha de conscientização sobre abuso sexual infantil Maio Laranja, realizada por uma unidade de saúde local e pela escola.

Durante a ação, uma caixa de manifestações anônimas recebeu diversas cartas de estudantes, relatando abusos atribuídos ao professor, que também atua como pastor na cidade.

Contatos físicos inoportunos, inclusive da região genital do professor com braços e ombros das adolescentes, além de toques nos seios das meninas, fazem parte dos relatos. O caso também inclui investigação de ameaça e intimidações.

As denúncias foram encaminhadas ao Conselho Tutelar e à Vara da Infância de Garça (responsável pela região), que determinou a abertura de um inquérito policial.

A Polícia Civil informou que o caso sob investigação não gerou nenhuma prisão, ou seja, não houve flagrante. O delegado responsável pela apuração reiterou que crimes de natureza sexual exigem sigilo.

ESTADO REAGE

Em nota ao MN, a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) informou que o professor foi afastado das atividades pedagógicas. O site apurou que, inicialmente, ele foi deslocado para funções burocráticas na Diretoria de Ensino de Marília, conforme publicação no Diário Oficial de 3 de junho de 2025.

Na mesma data, conforme publicação posterior, o professor entrou em licença médica de 45 dias, alegando problemas de saúde.

A Diretoria de Ensino informou que repudia qualquer tipo de abuso ou assédio e que acompanha o caso, oferecendo apoio psicológico às vítimas. O episódio também foi registrado na plataforma Conviva SP, que monitora casos de violência no ambiente escolar.

Moradores relataram que o professor já vinha sendo alvo de suspeitas antigas, mas que as denúncias só vieram à tona após a palestra sobre abuso, que encorajou as vítimas a se manifestarem.

IGREJA QUESTIONADA

A reportagem do MN entrou em contato com a sede da denominação religiosa evangélica e questionou sobre tomada de providências, mas não obteve retorno. Caso haja manifestação, o texto será atualizado.

Carlos Rodrigues

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