“É nisso que dá eleger político e não administrador para a Prefeitura. Como político, o prefeito prefere continuar sangrando os cofres públicos com uma imensidão de comissionados, ao invés de mandar esses cupinchas embora, enxugar a folha e atender as necessidades da população” – reagiu Tato. “Os problemas mencionados pela administração são todos de gestão. A cidade inteira sabe que está cheio de apadrinhado político na Prefeitura, alguns que nem são daqui, só porque trabalharam na campanha política ou serão candidatos na próxima eleição. E este é só um dos muitos gargalos dessa administração, que ainda gastou fábulas com propaganda na televisão e faixas para falar do que era obrigação dela fazer, e até do que o Estado e a União faziam aqui. O que acontece em Marília é uma pouca vergonha!”.
Tato também questionou as queixas da administração de queda nos repasses de recursos ao Município. “Na última audiência pública da Fazenda, dia 27 de maio, os secretários Moretti e Zotti falaram em quedas drásticas nos repasses e cenário desanimador. Pois eu não sei quem está mentindo, porque a Secretaria Estadual da Fazenda divulgou dados que comprovam aumento de 11,5% no repasse de ICMS para Marília só no primeiro semestre deste ano. Foram quase 44 milhões de reais em 2015 contra 39 milhões e meio em 2014. Eu pergunto: se a Prefeitura diz que o repasse caiu e o Estado diz que aumentou, onde foram parar esses 4,5 milhões a mais que vieram pra Marília?” – desabafou o empresário, atual presidente do PMDB e ex-candidato a prefeito em 2012.
“A planta genérica aumentou absurdamente o IPTU, a água do DAEM subiu muito além da inflação, o repasse de ICMS aumentou e ainda assim o prefeito não paga nem a inflação aos servidores, não consegue acabar com os buracos nas ruas, não apresenta nenhuma obra estrutural, não põe a UPA pra funcionar, deixa faltar remédio nos postinhos, não coloca médico suficiente na rede, deixou a população morrer de dengue, reduziu o horário de atendimento ao público na Prefeitura e ainda nega o funcionamento 24 horas do PA da Zona Sul” – completou Tato. “Não sou homem de meias palavras: esse é o desastre que ocorre quando um político se mete a administrador. Enquanto a população sofre, pelo jeito as obras vão ficar para 2016, que é ano de eleição. Abra o olho, população!”.
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