Regional

Prefeitura de Assis faz projeto para cobrar taxa do lixo

A Prefeitura de Assis (distante 75 quilômetros de Marília) encaminhou à Câmara Municipal, em julho, o Projeto de Lei Complementar nº 01/2021, que pede autorização do Legislativo para começar a cobrar taxa pela utilização efetiva ou potencial do serviço público de manejo de resíduos sólidos urbanos – a chamada taxa do lixo.

Segundo a administração, a proposta atende exigência do Novo Marco Legal do Saneamento Básico, que determina que todas as cidades brasileiras se enquadrem à Lei Federal nº 14.026, de 15 de julho de 2020. Municípios que não cumpriram a exigência até julho de 2021 terão que iniciar a aplicação das taxas a partir de 2022.

De acordo com nota divulgada pela Prefeitura, o prefeito José Fernandes (PDT) tentou encontrar alternativas, mas não teve saída e foi obrigado a criar um projeto para atender as exigências do Novo Marco Legal do Saneamento Básico.

Em Assis, o projeto tramita na Câmara Municipal para apreciação dos vereadores e segue para votação do plenário da casa.

A secretária municipal de Agricultura e Meio Ambiente, Ana Paula Marques Rodrigues, destaca a importância da cidade se enquadrar à legislação federal, pois o não cumprimento da exigência pode configurar renúncia de receita e, inclusive, gerar punições severas ao gestor público, de acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Conforme o documento enviado à Câmara, o contribuinte responsável pelo pagamento da taxa é o proprietário, possuidor ou titular do domínio útil de unidade imobiliária autônoma ou economia de qualquer categoria de uso, edificada ou não, lindeira à via ou logradouro público, onde houver disponibilidade do serviço e que gerar até 200 litros de resíduos por dia.

Para o cálculo do valor da taxa a cada um, serão considerados critérios variáveis como fator de uso (residencial ou comercial), fator de frequência (coleta alternada ou diária), consumo de água e área ou testada do imóvel, no caso de lote sem edificação ou de gleba urbana.

Também será considerado o custo econômico do serviço, apurado no exercício financeiro antecedente ao da cobrança do tributo, acrescido da variação positiva do INPC verificada no mesmo período, considerando como referência o mês de janeiro de cada ano.

A cobrança deverá ser mensal. O projeto na íntegra pode ser acessado no site da Prefeitura [clique aqui].

Daniela Casale

Recent Posts

MAC cai em Santos e encerra campanha histórica com o vice-campeonato da A3

Artilheiro da A3, com 10 gols, Lucas Limas passou em branco neste domingo em Santos…

2 horas ago

Nova unidade reforça expansão da União Imobiliária e aposta em serviço personalizado

Terceira unidade da União Imobiliária foi inaugurada na sexta-feira (24) (Foto: Geovana Rodrigues/Marilia Noticia) A…

5 horas ago

Câmara de Marília vota projetos sobre despesas e epilepsia nesta segunda-feira

Pauta da Ordem do Dia conta com dois projetos para análise (Foto: Wilson Ruiz) A…

6 horas ago

‘Se hoje atuo no exterior, é porque alguém me colocou livros nas mãos’, diz pesquisadora mariliense

Mariliense Tatiane Rodrigues Lopes dos Santos cruzou fronteiras e hoje é pesquisadora internacional (Foto: Divulgação)…

6 horas ago

A conta de água subiu? Antes de se assustar, investigue

Consumo pode aumentar de forma silenciosa (Foto: Divulgação) Receber a fatura de água e se…

7 horas ago

Presidente da Câmara pede inclusão de USF do JK em programa de reformas

Proposta do presidente da Câmara de Marília, vereador Danilo da Saúde (PSDB), será votada nesta…

10 horas ago

This website uses cookies.