Marília

Prefeitura admite atraso mas afirma que ABHU não pode quebrar contrato

A Prefeitura de Marília se manifestou oficialmente nesta terça-feira (24), sobre o pedido da Associação Beneficente Hospital Universitário (ABHU), para encerramento do contrato de gestão do Pronto Atendimento (PA) da zona sul da cidade.

Em nota enviada à imprensa no meio tarde, a assessoria de comunicação da administração municipal informou que atualmente a Prefeitura possui três contratos vigentes de prestação de serviços médicos com a ABHU, relacionados à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da zona norte, PA da zona sul e serviços hospitalares junto ao Hospital Beneficente Unimar (HBU).

“Com relação ao contrato do PA zona sul, os repasses encontram-se com espaçamento nos pagamentos correspondendo a um período inferior a 45 dias e, conforme a legislação vigente, o Poder Municipal tem 90 dias para efetuar pagamentos sem que seja considerada a quebra contratual. Desse modo, portanto, somente após esse período de 90 dias poderá ser considerado atraso”, diz o comunicado.

A nota continua afirmando que “no tocante aos valores apresentados pela ABHU como débitos da Prefeitura de Marília, os mesmos encontram-se atualmente na Divisão de Avaliação, Controle e Auditoria (Daca), órgão da Secretaria Municipal de Saúde de Marília, passando por avaliação e auditoria, principalmente na conferência se os serviços foram, de fato, prestados à população”.

Segundo a Prefeitura, durante a maior parte da vigência do contrato com a ABHU, o município inclusive chegou a antecipar pagamentos e pagar dentro da regularidade de datas e prazos.

“É público e notório que no segundo semestre do ano fiscal a arrecadação dos municípios é mais restrita e o mesmo acontece na Prefeitura de Marília. Desde segunda-feira, dia 23 de outubro, o município e a ABHU estão em tratativas para encontrar a solução deste impasse”, diz a assessoria de comunicação do prefeito Daniel Alonso (sem partido).

COBRANÇA

A nota ainda dá a versão da Prefeitura para a cobrança judicial de R$ 16 milhões que a ABHU faz contra o município em relação principalmente aos aportes da UPA da zona norte.

“Com relação à ação judicial impetrada pela ABHU, o objeto não corresponde a quaisquer um dos três contratos vigentes e o município foi informado do processo de modo extraoficial, pela imprensa. O valor reivindicado pela entidade não se refere a serviços prestados na UPA da zona norte, mas sim questões trabalhistas, às quais o município não é corresponsável no que se refere às verbas rescisórias.

Por fim, o comunicado finaliza garantindo que a Prefeitura de Marília “possui estrutura e recursos humanos suficientes para manter o atendimento médico de urgência e emergência tanto no PA da zona sul, quanto na UPA da zona norte”.

Marília Notícia

Recent Posts

AEA Marília promove chá beneficente para arrecadação de fraldas geriátricas

Edição anterior do evento, que já é sucesso de público (Foto: Divulgação/Assessoria AEA) A Associação…

8 horas ago

Pompeia firma convênio para implantar metodologia inovadora na rede municipal

Convênio envolve Fundação Shunji Nishimura e organização educacional canadense (Foto: Divulgação) A Prefeitura de Pompeia…

8 horas ago

Treinamento para situações de risco nas escolas é reivindicado pelo presidente da Câmara

O vereador Danilo da Saúde defende que o treinamento adequado permite respostas rápidas em crises…

8 horas ago

Instalações hidráulicas e controle do consumo de água

eficiência no uso da água resulta da combinação entre infraestrutura adequada, manutenção preventiva e acompanhamento…

8 horas ago

Saúde de Marília movimenta mais de R$ 512 milhões em atendimentos SUS

Estado bateu recorde de cirurgias eletivas (Foto: Governo de São Paulo/Divulgação) A rede pública e…

9 horas ago

MAC é derrotado para o XV de Jaú e perde a invencibilidade na Série A3

Marcondele carrega a bola durante jogo contra o XV de Jaú (Foto: Matheus Dahsan) O…

10 horas ago

This website uses cookies.