A relação do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), com prefeitos do interior paulista tem gerado insatisfação em parte dos gestores da região. Apuração do Marília Notícia indica que lideranças de diferentes municípios relatam dificuldades crescentes na interlocução com o governo estadual, especialmente em relação ao represamento de recursos e ao acesso direto ao Palácio dos Bandeirantes.
Prefeitos e articuladores políticos ouvidos pelo MN, sob condição de anonimato, afirmam que a demora na liberação de verbas estaduais tem comprometido o planejamento de obras e investimentos locais.
O principal ponto de crítica é a retenção de recursos destinados a convênios e transferências voluntárias, considerados essenciais para a execução de projetos como pavimentação, reformas em escolas, melhorias em prédios públicos e aquisição de veículos e equipamentos.
Além do aspecto financeiro, gestores da região também apontam dificuldades de diálogo com o governo estadual. Segundo esses relatos, Tarcísio tem sido percebido como um governador de difícil acesso, sobretudo por prefeitos de cidades pequenas, que dependem mais diretamente do apoio do Estado para viabilizar investimentos.
Apesar do incômodo, nenhum prefeito da região se posiciona publicamente contra o governador, que segue com ampla aprovação popular no interior. O silêncio, segundo um interlocutor político local, reflete o equilíbrio delicado entre críticas administrativas e o capital político de Tarcísio.
Na avaliação de um líder político regional, o principal obstáculo está na falta de experiência da equipe do governador em lidar com as dinâmicas e necessidades específicas de cidades menores, o que tem dificultado a comunicação e atrasado soluções práticas.
Marília, por outro lado, apresenta um cenário distinto dentro da mesma região administrativa. Sede regional, o município mantém bom trânsito junto ao Palácio dos Bandeirantes e concentra investimentos de grande porte do governo estadual.
Obras como a implantação do Ambulatório Médico de Especialidades (AME), o Hospital da Mulher e outros projetos estruturantes são citados por lideranças políticas como exemplos do prestígio da cidade junto à gestão estadual.
Esse cenário regional reflete um movimento mais amplo observado no interior do Estado. Dados divulgados pela Folha de S. Paulo mostram que, ao longo de 2025, os repasses estaduais aos municípios ficaram abaixo do volume registrado em 2024 durante a maior parte do ano. Até a segunda quinzena de dezembro, as transferências somavam cerca de R$ 1,27 bilhão, frente aos R$ 1,7 bilhão do ano anterior, em valores corrigidos pela inflação. Apenas no fim do ano, após cobranças públicas de aliados, o governo liberou mais R$ 424 milhões.
O atraso nos repasses ocorreu em um período estratégico para os prefeitos, especialmente por se tratar de um ano pré-eleitoral, quando muitos planejavam realizar entregas visíveis à população. Em outras regiões do Estado, como o Pontal do Paranapanema, a insatisfação chegou a se manifestar publicamente, com prefeitos organizando encontros e atos simbólicos para pressionar o governo estadual.
Em nota, o governo estadual afirmou ter destinado R$ 3,5 bilhões aos municípios ao longo do mandato e destacou que os investimentos do Estado não se limitam às transferências voluntárias, citando ainda mais de R$ 30 bilhões em obras de mobilidade urbana e logística em diferentes regiões.
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