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Preço da arroba cai em Marília após “Carne Fraca”

Marília tem 200 mil cabeças de gado, um dos maiores rebanhos do Estado (Foto: Arquivo)

A Operação Carne Fraca, da Polícia Federal, afetou o preço da arroba do gado em Marília, um dos maiores rebanhos do estado de São Paulo com cerca de 200 mil cabeças. A queda para venda do pecuarista foi de R$ 146 para R$ 136 em média.

A informação é do presidente do Sindicato Rural, Fernando Botelho Villela, em entrevista ao Marília Notícia.

Em março, a operação identificou relações ilegais entre fiscais do Ministério da Agricultura e grandes frigoríficos. Era feita a liberação de produtos irregulares.

Informações da Reuters de terça-feira (4) apontavam que de 21 frigoríficos submetidos a inspeção, restavam 18 sob essa condições – e seis deles com produção interrompida.

Pecuaristas

O cenário nacional acabou gerando impacto em Marília, de acordo com Villela. “A queda do preço da arroba para o produtor de R$ 146 para R$ 136 é muito significativa”, comenta. Para ele, a reversão do quadro depende da retomada das exportações.

A derrubada do preço, segundo o representante dos produtores, seria consequência da interrupção por 20 dias da compra de gado decidida por alguns frigoríficos da região, como Lins e Presidente Prudente.

“Não tem comprador, então [o pecuarista] tenta vender para qualquer frigorífico, a qualquer preço”. Villela afirma porém, que o rebanho local já foi maior, mas diversos problemas no setor tem diminuído a quantidade de cabeças de gado no município.

De acordo com o presidente do sindicato rural, a fechada de vários frigoríficos nos últimos anos na região já vinha dificultando a venda dos pecuaristas.

Outro investidor do setor, o engenheiro agrônomo Valmir Bellucci, disse ao MN que os preços da arroba, antes mesmo da operação Carne Fraca, já havia caído dos patamares de R$ 155 nos meses anteriores.

Agora, o setor também se preocupa com o fim de isenção no ICMS para carnes e a cobrança do Funrural, contribuição social destinada a custear a seguridade, julgada constitucional.

Leonardo Moreno

Leonardo Moreno é jornalista e atualmente cursa Ciências Sociais. Vê o jornalismo de dados como uma importante ferramenta para contar histórias, analisar a sociedade e investigar o poder público e seus agentes.

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