Política

PRB libera filiados no 2º turno, mas deve dar mais apoio a Bolsonaro

O PRB decidiu na noite desta terça-feira, 9, liberar seus filiados no segundo turno para fazer campanha para o candidato do PSL a presidente da República, Jair Bolsonaro, ou para o presidenciável do PT, Fernando Haddad. A maior parte da bancada parlamentar, no entanto, prefere e pretende se engajar na campanha de Bolsonaro. O líder do PRB, deputado Celso Russomanno, terceiro mais votado em São Paulo, gravará um vídeo de apoio a Bolsonaro, a pedido do presidenciável.

“A executiva nacional do PRB, ouvida a bancada de deputados e senadores, decidiu, nesta terça-feira, 9 de outubro de 2018, liberar os seus membros para apoio no segundo turno da eleição para Presidente da República”, diz a nota divulgada pelo partido, após se reunir por mais de duas horas na Câmara dos Deputados.

A decisão se deu apesar de Bolsonaro ter conversado por telefone com a cúpula do partido e aberto um canal de aproximação, buscando o apoio. A ala da comunidade judaica que trabalha na campanha de Bolsonaro é próxima ao presidente nacional do PRB, Marcos Pereira, eleito deputado por São Paulo e ex-ministro do governo Michel Temer. O partido possui vínculos com a Igreja Universal do Reino de Deus, cujo líder religioso, bispo Edir Macedo, declarou voto em Bolsonaro, após apoiar os últimos governos petistas.

A liberação ocorre por causa de interesses e alianças regionais do PRB. A nova bancada federal do partido terá 30 parlamentares, nove a mais que a atual, entre eles deputados eleitos em apoio a Haddad, na região Nordeste, como Silvio Costa Filho (PRB-PE).

“Nós ouvimos todos e decidimos por unanimidade, porque tem Estados em que o partido está coligado a candidatos a governo de Estado que foram para o segundo. Cada deputado eleito e cada presidente de partido nos Estados delibera de forma que for melhor para seu projeto local”, disse Pereira.

Em Roraima, o PRB apoia o candidato do PSL ao governo do Estado, Antônio Denarium, que avançou ao segundo turno contra José de Anchieta Junior, do PSDB. “Ele (Denarium) será eleito”, diz o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Jorge (PRB). O ministro gravou para o horário eleitoral da coligação e tirou cinco dias de férias na última semana para pedir votos ao aliado de Bolsonaro e a Mecias de Jesus (PRB), eleito senador na chapa. Mecias desbancou por 426 votos o senador Romero Jucá (MDB-RR), ex-ministro do Planejamento, além de líder dos governos Michel Temer, Dilma Rousseff, Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Henrique Cardoso.

Agência Estado

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