Os depósitos na poupança das agências de bancos em Marília ultrapassaram a barreira do R$ 1 bilhão, alcançando os maiores patamares dos últimos anos, de acordo com dados do Banco Central do Brasil.
No começo do ano o Marília Notícia mostrou que em outubro de 2017 a poupança dos marilienses acumulava alta de 7% nos doze meses anteriores e o total depositado era de aproximadamente R$ 960 milhões.
Em junho deste ano a cifra é de R$ 1,04 bilhão. No mesmo mês de quatro anos atrás, em 2014, os marilienses guardavam R$ 880 milhões na poupança.
Em junho de 2015 o montante chegou em R$ 905 milhões e em 2016 houve redução do valor para R$ 887 milhões, mas os depósitos voltaram a superar os saques no ano seguinte.
Economista
Em entrevista ao MN o economista Marcos Cordeiro lembra que ao mesmo tempo que alguns setores da população local tem conseguido guardar dinheiro diante de um cenário de crise, parcela significativa daqueles que são economicamente ativos está com o nome sujo.
Em maio o Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) da Associação Comercial e Industrial de Marília (Acim) computou 23.753 inadimplentes na cidade com dívida acumulada em mais de R$ 16 milhões.
“Temos também que grande parte das pessoas ou não está fazendo poupança nenhuma, ou está endividada e inadimplente”, coloca Cordeiro.
“A pergunta que a gente poderia fazer é a seguinte: quais são as famílias que estão conseguindo fazer poupança e porque elas não estão investindo ou comprando bem de maior valor?”.
As que poupam seriam as famílias mais abastadas, vinculadas, por exemplo, a setores como de serviços saúde e clínicas, muito presentes na cidade e que não deixam de ser consumidos, por se tratarem de despesas médicas, coloca Cordeiro.
Sobre o aumento da poupança em Marília nos últimos anos, o economista associa o movimento ao crescimento da insegurança em relação ao futuro. “As pessoas não conseguem identificar que a crise está dando sinais de que vai ser superada”, comenta.
Uma das consequência do aumento da poupança é a retirada de recursos aplicados nos setores produtivos, como forma de garantir segurança, liquidez e isenção de imposto de renda, que tornam a poupança atrativos.
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