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Potes de água dos pets precisam ser higienizados para evitar dengue

Combater em casa o criadouro do mosquito Aedes Aegypti, transmissor de dengue, chikungunya e zika, é a primeira medida para evitar as arboviroses, que neste ano têm tido recorde de casos no Brasil. A atenção deve se concentrar em todos os pontos que acumulam água parada, do pote do pet ao pratinho de plantas e calhas.

Em nota pública, o Governo de São Paulo informou que “80% dos focos do Aedes aegypti estão no interior das residências”. Contudo, medidas simples, como lavar e trocar diariamente os potinhos de água dos bichinhos podem fazer toda diferença.

“Temos tido circulação do vírus 3 [da dengue] e também houve um aumento considerável nos casos de chikungunya, então o Estado emitiu um alerta. Temos que tomar esses cuidados para evitar uma possível epidemia”, alerta o biólogo César Leandro Jerônimo, da Vigilância Ambiental de São José do Rio Preto.

“Tem que ser lavado com bucha, aquela buchinha que tem aquele ladinho verde, para poder retirar os ovos que ficam na borda do recipiente. Se não realizar essa limpeza, esses ovos podem eclodir e se tornar uma larva”, afirma Jerônimo.

Reconhecer e aceitar a vista dos agentes municipais da Vigilância Sanitária também é fundamental. Os agentes municipais andam uniformizados e com crachá e, caso o morador não conheça o agente de sua área, basta confirmar a identificação apresentado por telefone com a Secretaria de Saúde Municipal antes de abrir a porta.

“É importante receber a visita dos agentes de saúde, eles têm um olhar clínico para identificar os criadouros”, diz o biólogo. Lembrando que em muitos municípios que, como Rio Preto, têm leis que garantem o acesso dos agentes aos imóveis para vistoria em prol da saúde pública.

Recolher todos os recipientes em área descoberta que possam conter água parada e verificar plantas que acumulam chuva em suas folhas, como bromélias, é outro ponto importante. Para controle alternativo, pode-se colocar nos pratos de planta água sanitária ou um pouquinho de detergente e até sal. “O ideal, porém, é evitar o acúmulo de água, com isso já se consegue evitar o desenvolvimento de larvas e a proliferação do mosquito”, reforça Jerónimo.

Fontes maiores também representam risco e quem tem piscina precisa estar com tratamento da água em dia, utilizando cloro. “Outra medida é fazer a vistoria semanal no imóvel, verificando as calhas e aplicando água sanitária nos ralos dos banheiros”, aponta Jerónimo.

Para o descarte correto de resíduos, em especial de recicláveis, a dica é procurar os pontos de coleta municipais. “É de suma importância que esses materiais sejam descartados de maneira regular, no local correto, para evitar qualquer tipo de criadouro ou até mesmo um abrigo para escorpião”, destaca o biólogo.

A Defesa Civil de Ribeirão Preto informou que todas as medidas preventivas contra a dengue e outras arboviroses devem ser mantidas, principalmente durante o período de chuvas. Nas redes sociais, Tiago Caldeira, coordenador da Defesa Civil de Ribeirão, fez um pronunciamento pedindo que a população colabore com os agentes de saúde. A recomendação é que evite-se abandonar garrafas plásticas, lonas e outros objetos que acumulam água em lugares abertos.

Na última terça-feira (6), o Estado de São Paulo publicou um decreto criando um Centro de Operações de Emergências (COE) para combate ao Aedes aegypti.

Coordenado pela Secretaria da Saúde (SES), o COE reúne outras sete secretarias estaduais —Casa Civil, Casa Militar e Defesa Civil, Segurança Pública, Desenvolvimento Social, Comunicação, Educação, Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística -, além do Conselho de Secretários Municipais de Saúde (Cosems).

Foram destinados pelo decreto R$ 200 milhões para o enfrentamento direto ao mosquito em 645 municípios paulistas As ações previstas incluem investimento nas redes de saúde e emergência e promoção de limpeza e comunicação nas cidades.

Os recursos são provenientes do programa IGM SUS Paulista (Incentivo à Gestão Municipal) e se somam à intensificação de medidas de campo, como a nebulização, o chamado fumacê. Cerca de 600 equipamentos portáteis foram colocados à disposição dos municípios pelo Estado.

As Defesas Civis Municipais devem coordenar o trabalho de visita às residências bem como a orientação aos cidadãos com ações que já começam no Carnaval como o bloco simbólico “Unidos contra a Dengue” e que também acontecem por meio de redes sociais e mídias do metrô.

O monitoramento de casos de arboviroses em São Paulo está disponível online pelo site dengue.saude.sp.gov.br.

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POR DANIELLE CASTRO

Folhapress

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