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Postos passam a exibir duas casas decimais nas tabelas

Cidade
04 de maio de 2022

Posto no Centro de Marília já exibe preço simplificado em faixa, mas ainda usa três em painel de LED (Foto: Carlos Rodrigues/Marília Notícia)

A partir deste próximo sábado (7), o consumidor não verá mais a terceira casa decimal no preço do combustível, como ocorre atualmente. A decisão é da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e está prevista em resolução do órgão.

Em Marília, a medida foi aprovada pelos clientes. Donos de postos dizem que a alteração não deve trazer diferença.

Os postos tiveram prazo para se adequarem à medida. A resolução que impôs a mudança foi publicada em novembro do ano passado, mas a maioria das empresas seguiu trabalhando com o terceiro dígito.

“O efeito prático é apenas o alto custo de mudança em painéis de led”, reclamo o representante regional do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo (Sincopetro), Gustavo César Henrique da Silva.

Mas a agência nega que haverá ônus para os comerciantes, tanto que desobriga a troca dos módulos das bombas. Basta que o número da terceira casa esteja zerado e permaneça travado durante o abastecimento.

O objetivo da mudança, segundo a ANP, é deixar o preço do combustível mais preciso e claro para o consumidor, alinhando-o com a expressão numérica da moeda brasileira.

Como a terceira casa decimal estará zerada e travada, a percepção é que não haverá dúvidas e que o objetivo da regra – que é dar clareza aos consumidores vai ser atingido.

A agência avalia que a mudança não vai implicar impactos no valor final dos preços dos combustíveis, uma vez que ela não trará custos relevantes aos revendedores, nem restrições aos preços praticados.

Para o empresário Avelino Boiça, que atua no mercado de Marília, há um efeito meramente psicológico na existência da terceira casa decimal. “Não vai mudar nada, na prática”, garante o varejista, que acha a alteração desnecessária.

Na compra, conforme donos de posto ouvidos pelo Marília Notícia, a “cultura da terceira casa” na venda de combustíveis no Brasil só existe porque o varejo é cobrando com dígitos além do usual da moeda brasileira. “Pagamos preços com quatro dígitos”, conclui Gustavo, do Sincopetro.