Marília

Posto com combustível adulterado é lacrado em Marília

Posto sendo lacrado nesta quarta-feira na avenida Tiradentes (Foto: Divulgação)

Um posto de combustíveis localizado na avenida Tiradentes, entre a região central e zona Sul de Marília, foi lacrado na manhã desta quarta-feira (10) com acusação de vender etanol e gasolina adulterados.

Participaram da ação representantes do Procon Marília e da Secretaria da Fazenda do Estado. O local já foi alvo de outras operações, inclusive com a presença de fiscais do Instituto de Pesos e Medidas (Ipem-SP).

Como o Marília Notícia mostrou em dezembro do ano passado, a Polícia Civil mantinha um inquérito sobre o caso, que também era acompanhado pelo Ministério Público.

São apontados como proprietários do posto um médico de 58 anos e o irmão dele, de 62, que declaram residência em Bauru (distante 110 quilômetros de Marília). Eles são investigados por crimes na relação de consumo.

(Foto: Divulgação)

No final do ano passado, após testes feitos na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) comprovarem as fraudes, já estava em curso o processo de cassação da inscrição estadual do posto.

De acordo com o diretor do Procon Marília, Guilherme Moraes, foi constatado que no lugar de etanol, o posto estava vendendo metanol, um produto cuja comercialização é proibida.

Também era misturado metanol na gasolina e chegou a ser verificado uma proporção de 63% do combustível proibido em relação ao derivado do petróleo.

Há um ano, em fevereiro de 2020, fiscais do Ipem encontraram no local um dispositivo, com um painel de comando e um sistema de mangueiras, além de lacres rompidos.

A central ficava instalada no setor de lubrificação do posto. A ‘gambiarra’ teria função de alterar a composição dos combustíveis vendidos. Na época, o Instituto lacrou nove das 12 bombas do estabelecimento.

Na ocasião, os fiscais constataram marcas de obras recentes de alvenaria no chão. Os indícios foram fotografados pelos peritos do Instituto de Criminalística do Estado de São Paulo para instruir a investigação.

Leonardo Moreno

Leonardo Moreno é jornalista e atualmente cursa Ciências Sociais. Vê o jornalismo de dados como uma importante ferramenta para contar histórias, analisar a sociedade e investigar o poder público e seus agentes.

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