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Portugal tem mil mortes relacionadas ao calor

O governo português emitiu nesta quarta-feira, 20, um alerta máximo pelas altas temperaturas, que já contribuíram para a morte de mais de mil pessoas no país desde o início do mês. No interior de Portugal, os bombeiros e os serviços de emergência intensificaram os esforços para conter focos de incêndio e os danos provocados pelo calor.

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera classificou o nível de alerta como “laranja”, o máximo da escala, enquanto 35 municípios no interior de Portugal receberam a classificação de “perigo máximo” de incêndio rural.

Incêndios

Centenas de militares continuam a combater os focos de incêndio no norte de Portugal, o pior deles em Murça – onde o fogo começou no domingo, 17, já devastou 10 mil hectares e forçou a retirada de funcionários e pacientes de um asilo de idosos.

A onda de calor que atinge a Europa vem causando estragos também na Espanha, onde mais de 500 pessoas morreram nos últimos dez dias em razão de problemas causados pelas altas temperaturas. Segundo o premiê espanhol, Pedro Sánchez, as chamas que já devastaram mais de 600 quilômetros quadrados no país.

A faixa mais quente começou a se deslocar ontem em direção ao norte e ao leste do continente, aumentando a preocupação na Europa Central. O serviço meteorológico da Alemanha previu um recorde de 39,5°C no oeste do país.

Cidades da Bélgica e da Holanda também registraram temperaturas acima de 37°C, pouco abaixo dos recordes estabelecidos em uma onda de calor de julho de 2019, de acordo com o historiador meteorológico Maximiliano Herrera.

Na França, Grécia e Reino Unido, os bombeiros também lutaram contra incêndios florestais. As autoridades gregas ordenaram ontem a desocupação de um hospital nos arredores de Atenas.

Fuga

Em Londres, os bombeiros tiveram o dia mais movimentado desde a 2.ª Guerra, combatendo vários grandes incêndios na capital britânica, de Wembley a Croydon, que forçaram a fuga de dezenas de moradores.

A Itália enfrenta temperaturas de até 42°C no centro e norte do país – em Toscana, Úmbria, Lazio e Padânia – que são agravadas pela maior seca dos últimos 70 anos.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Agência Estado

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