Polícia

Polícia investiga morte de idosa após relatos de maus-tratos em Oriente

A Polícia Civil investiga a morte de uma idosa de 64 anos, registrada inicialmente como morte suspeita, após surgirem informações sobre possíveis episódios de maus-tratos e violência doméstica em uma residência no município de Oriente.

O caso foi comunicado na tarde de sábado (30) e será apurado por meio de exames periciais e investigação policial. O corpo da vítima foi sepultado neste domingo (31) no Cemitério Municipal de Oriente.

O atendimento teve início após policiais militares serem acionados para uma ocorrência de morte súbita no município. Quando os agentes chegaram ao Pronto Atendimento Municipal, foram informados de que o corpo já havia sido levado para a unidade de saúde.

A médica responsável pelo atendimento relatou que, em um primeiro momento, diante das informações disponíveis e da ausência de sinais externos evidentes de violência, elaborou a documentação médica indicando a hipótese de morte natural.

Testemunha

Posteriormente, porém, recebeu informações sobre possíveis situações de violência doméstica envolvendo a vítima, circunstância que a levou a reconsiderar a conclusão inicial. Conforme o registro policial, uma testemunha relatou que presenciava discussões frequentes na residência.

Segundo o depoimento, em determinadas ocasiões as agressões verbais teriam evoluído para agressões físicas, inclusive com tapas.

No dia da morte, a testemunha afirmou que, após auxiliar um familiar da vítima em outro cômodo da residência, retornou a atenção à idosa e a encontrou caída no chão, aparentemente inconsciente.

O serviço municipal de saúde foi chamado imediatamente. Inicialmente, uma equipe composta por enfermeiro e motorista de ambulância compareceu ao imóvel. Diante da gravidade da situação, uma médica também foi deslocada ao local. Apesar das tentativas de reanimação, o óbito foi constatado.

Comorbidades

Ainda de acordo com a médica, a vítima possuía histórico de comorbidades. Contudo, diante das informações recebidas posteriormente sobre possíveis episódios de violência doméstica, a profissional decidiu não atestar o óbito como decorrente de causa natural e determinou o encaminhamento do corpo ao Instituto Médico Legal (IML) para esclarecimento da causa da morte.

Em depoimento à polícia, a filha da vítima declarou que estava em seu quarto no momento em que a mãe sofreu a queda e afirmou não ter presenciado o ocorrido, tomando conhecimento da situação apenas após ser chamada.

A perícia técnico-científica foi acionada e realizou os trabalhos no imóvel. O corpo foi removido para exames necroscópicos. Segundo a Polícia Civil, até o momento não há elementos conclusivos capazes de confirmar morte natural, razão pela qual o caso foi registrado como suspeita.

A investigação busca esclarecer se existe relação entre os relatos de violência doméstica e o falecimento da idosa.

Rodrigo Viudes

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