Polícia Federal fecha o jornal Diário.
A Polícia Federal (PF) de Marília em ação conjunta com o Núcleo de combate à corrupção da Procuradoria Regional da República da 3ª região (SP), deflagrou na tarde desta terça-feira (24), na sede do jornal Diário de Marília, no Centro da cidade, a 2ª fase da Operação Miragem.
A fase, denominada de “O 5º Mandamento”, cumpre ordens do Tribunal Regional da 3ª Região.
De acordo com a PF, são dois mandados de busca e apreensão (um deles no prédio do jornal) e um mandado de prisão preventiva. Não foi informado o nome da pessoa procurada pela Justiça.
“A Polícia Federal está dando efetividade à ordem para suspensão integral das atividades de grupo econômico de comunicação com atuação considerada irregular, sediado em Marília (SP)”, disse a PF em nota.
Na prática isso significa que o jornal Diário de Marília foi fechado e não circula mais na cidade já a partir de amanhã (25).
“Nesta fase os envolvidos estarão sendo investigados, a princípio, pelos crimes de coação no curso do processo, fraude processual, e embaraço à investigação de organização criminosa”, complementa a nota.
A exemplo das investigações originais que culminaram na 1ª fase da Operação Miragem, o processo encontra-se em segredo de Justiça.
Entenda
A operação investiga crimes como associação criminosa, falsidade ideológica, uso de documento falso, desenvolvimento clandestino de atividade de telecomunicação, sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
O grupo de comunicação Central Marília Notícias (CMN) foi o principal alvo da ação. A CMN (complexo que abriga as rádios Diário e Dirceu, e o jornal Diário de Marília), é suspeita de ocultar políticos que são os reais proprietários do grupo.
Nos bastidores, especula-se que Abelardo e Vinícius Camarinha seriam os reais dono do grupo, fato este veementemente negado pelos políticos.
Outra suspeita é de que dinheiro público desviado de Marília estava sendo enviado para o exterior através da CMN [entenda aqui].
Há também indícios de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, consistente na provável evasão de divisas por parte de um investigado, utilizando-se de empresa já investigada no âmbito da Operação Lava Jato.
Em agosto do ano passado as tradicionais rádios Dirceu AM e Diário FM de Marília foram lacradas, por falta de documento verídico que regularizasse sua situação na Anatel.
Vale lembrar que a CMN, recebeu oficialmente em 2015 pouco mais de R$ 25 mil por mês da Prefeitura de Marília em contratos publicitários.
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