Polícia

Segurança agride mulher, acaba preso, sai na audiência de custódia e volta à casa da vítima

Um segurança de 27 anos voltou a ser preso na madrugada desta terça-feira (10), em Marília, após descumprir uma medida protetiva de urgência concedida à companheira horas antes. O caso foi registrado como violência doméstica e descumprimento de determinação judicial.

Conforme o registro de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada por volta de 0h30 para atender um desentendimento familiar em uma casa no Jardim Planalto, zona sul da cidade.

No local, os policiais encontraram a mulher, de 35 anos, sentada na cama, com lesões aparentes no rosto. O suspeito e o pai dele também estavam na residência.

Segundo relato da vítima, ela mantém relacionamento com o segurança há cerca de um ano. Ainda de acordo com a mulher, na madrugada do dia anterior, por volta da 1h, o companheiro teria iniciado uma discussão e passado a agredi-la com socos, além de ter tentado estrangulá-la.

A agressão também teria causado danos a diversos objetos dentro da casa. A vítima contou que conseguiu escapar e procurou atendimento médico, momento em que funcionários do hospital acionaram a polícia.

O suspeito chegou a ser preso em flagrante naquele episódio, mas foi liberado durante audiência de custódia realizada no mesmo dia, quando a Justiça determinou medidas protetivas em favor da mulher.

Mesmo ciente da decisão judicial, segundo a denúncia, o homem voltou à casa da companheira ainda na noite de segunda-feira (9), pouco depois de a vítima retornar do hospital. De acordo com o relato, ele chegou exigindo a chave do carro dela e apresentava comportamento agressivo.

Quando os policiais chegaram à residência, o homem admitiu que sabia da existência das medidas protetivas e que havia sido liberado da Central de Polícia Judiciária (CPJ) horas antes. Diante da situação, recebeu voz de prisão por descumprimento de medida protetiva, crime previsto na Lei Maria da Penha.

O suspeito foi levado ao plantão policial, onde teve a prisão em flagrante confirmada. O delegado do caso representou à Justiça pela conversão da prisão em flagrante para preventiva, apontando risco de novas agressões e desrespeito às determinações judiciais.

Carlos Rodrigues

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