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Polícia detém motociclista suspeito de molestar mulheres

Polícia
29 de setembro de 2020

A Polícia Civil de Marília confirmou a prisão de um homem por uma série de crimes de importunação sexual na cidade. Ele foi detido pela Polícia Militar na tarde desta terça-feira (29), para reconhecimento na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM).

A delegada Viviane Sponchiado disse ao Marília Notícia, no início da noite, que o reconhecimento foi positivo em relação a várias vítimas. Como não houve flagrante, foi necessário requisitar à Justiça um mandado de prisão.

O homem é suspeito de importunar sexualmente mulheres pela cidade. Segundo as denúncias, o criminoso trabalha como motoboy, usando uma moto popular na cor verde. Ele agia sempre da mesma forma: surpreendendo mulheres enquanto as vítimas faziam caminhada ou andavam de bicicleta.

Os relatos indicam que o “tarado da moto” apertava as nádegas e tocava os seios das vítimas. Surpresas com a ousadia, muitas mulheres nem tinham tempo de reagir.

Leitora do Marília Notícia, que prefere não se identificar, foi uma das primeiras a registrar ocorrência policial. Ela foi surpreendida durante uma caminhada na zona Leste, região onde foi relatada a maioria dos ataques.

“O cara passou por mim, me viu, fez o balão e veio por trás. Como eu estava de fone, nem ouvi que tinha uma moto se aproximado. Veio ao lado, apertou minha bunda forte e acelerou. Fiquei sabendo que ontem aconteceu de novo com outra pessoa, dentro de um condomínio”, contou a jovem.

Mulheres indignadas com a ousadia do “tarado da moto” relataram que os ataques estavam ficando mais frequentes. Os primeiros casos já teriam pelo menos um mês, conforme mensagens enviadas ao site.

“É importante que todas as meninas que passaram por essa situação façam a denúncia na polícia. É uma violência que precisa ser registrada. Não podemos deixar pra lá, se mais gente começar a denunciar, essas coisas provavelmente não aconteçam, inibem o agressor. Ele viu que não estava dando em nada e continuou, só agora com o registro que a polícia teve como agir”, afirmou a leitora do MN.