Polícia

PM interroga soldado que matou homem no rodeio em processo interno

Moroni Siqueira Rosa atirou na vítima quando ela estava de costas (Foto: Divulgação)

O policial militar Moroni Siqueira Rosa, acusado de homicídio durante o Marília Rodeo Music no ano passado, será interrogado no próximo dia 10 de março, em audiência virtual por videoconferência. O procedimento faz parte do Processo Administrativo Disciplinar (PAD) da Polícia Militar (PM), que está em fase de instrução.

Moroni, que atualmente está custodiado no presídio militar Romão Gomes, responde pelo assassinato do técnico agrícola Hamilton Olímpio Ribeiro Junior, de 29 anos.

As testemunhas do caso já foram ouvidas e, agora, o processo avança para a fase do interrogatório do acusado. A sessão está marcada para as 10h.

O caso trata da morte de Hamilton, quando outras duas pessoas ainda ficaram feridas. Moroni é acusado de homicídio doloso – com intenção – e duas tentativas de homicídio.

A audiência era para ter sido realizada no início de fereveiro, mas o advogado de Moroni, Mauro da Costa Ribas Junior, que representa o soldado e também responde pela defesa de policiais militares envolvidos na morte de Vinicius Gritzbach, delator do PCC, assassinado no Aeroporto Internacional de Guarulhos, sofreu um atentado a tiros em Sorocaba.

DENÚNCIA

De acordo com a peça de acusação apresentada pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP), assinada pelo promotor Rafael Abujamra, Moroni estaria consumindo bebida alcoólica e portava sua arma de serviço, uma pistola Glock .40, no momento do crime.

O episódio começou com um esbarrão entre o soldado e Hamilton, evoluindo para uma discussão. Motivado por uma reação desproporcional, o policial disparou contra a vítima, atingindo-a três vezes frontalmente e, após tentativa de fuga, mais uma vez pelas costas.

Os disparos, realizados em meio a uma multidão, colocaram outras pessoas em risco. Ainda segundo o promotor, dois frequentadores do evento foram atingidos de raspão pelos tiros. “A atitude do réu demonstrou um total desprezo pela vida alheia e pela segurança dos presentes”, argumentou Abujamra.

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Alcyr Netto

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