Marília

Perito lista blocos e aponta que mais 40% dos prédios estão em perigo

Prefeitura começa a pagar moradores para que deixem apartamentos da CDHU em Marília (Foto: Gustavo César/Marília Notícia)

O perito Paulo César Lapa, engenheiro civil designado pela Justiça de Marília para realizar perícia no Conjunto Habitacional Paulo Lúcio Nogueira, classificou a ordem de prioridade para retirada dos moradores da CDHU com base nas unidades que se encontram em piores condições.

Como já divulgado pelo Marília Notícia, o profissional classificou como preocupante a situação do residencial como um todo.

Ontem, os primeiros moradores assinaram termo de responsabilidade com a finalidade de receberem os auxílios moradia e mudança até sexta-feira (26), conforme prevê o cronograma anunciado pela Prefeitura de Marília.

LAUDO

Segundo o perito, toda a parte externa do empreendimento, ou seja, as tubulações de abastecimento elétrico, de água, esgoto, gás, as caixas de inspeção de esgoto e caixas de gordura, bem como, as canaletas de captação e condução das águas pluviais, estão com o funcionamento afetado, seja pelas deformações e rompimentos dos pisos externos, que acarretam em infiltrações generalizadas, ou pelos rompimentos e entupimentos existentes nas extensões.

Na análise, o empreendimento está afetado tanto no funcionamento quanto na utilização. Para o especialista, é preciso resolver os problemas das instalações básicas nas futuras obras de reforma, e que todos os blocos sejam prioritários na desocupação.

Apesar de englobar o risco de desabamento, Lapa – que visitou os 44 blocos – pontuou os que estão em piores condições, sendo o A1, A2, A3, B1, B2, C3, F1, F2, F3, G1, G2, H3, K1, K3, J1, J2, N1, O1 e M1. Estes, de acordo com o profissional, são os que devem ser liberados de forma urgente. Ou seja, mais de 40% do empreendimento se encontra em grande perigo.

DESOCUPAÇÃO

Nesta segunda-feira (22), moradores dos blocos A1 e A3 assinaram os termos para receberem o auxílio municipal. Inicialmente, apenas os moradores do bloco A3 teriam direito neste momento, mas diante de dois incêndios registrados na madrugada e manhã desta segunda-feira, o bloco A1 também foi contemplado nesta primeira lista.

Com a assinatura dos termos realizada na noite de segunda-feira na Emef Antônio Moral, os moradores devem receber até sexta-feira os valores de R$ 600 do auxílio-moradia e mais R$ 600 de auxílio-mudança, totalizando R$ 1,2 mil. Assim que o dinheiro cair na conta dos moradores, eles terão 15 dias para desocupação dos imóveis.

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Alcyr Netto

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