Política

PECs dos combustíveis não vão prosperar, diz Arthur Lira

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), afirmou que, com a expectativa de o Senado votar projetos que tratam de combustíveis na próxima terça-feira, 22, as Propostas de Emenda à Constituição (PEC) apresentadas no Congresso para desonerar impostos sobre esses produtos sem compensação fiscal estão “definitivamente afastadas”.

Lira se reuniu nesta quarta-feira, 16, com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e relator das medidas na Casa, senador Jean Paul Prates (PT-RN), para discutir o assunto.

“O que ficou entendido é que as duas Casas vão perder um pouco mais de tempo, para que a gente possa ganhar mais rapidez no retorno”, disse Lira a jornalistas. “Para que a gente tenha isso votado, talvez, no Senado na próxima terça-feira e reenviado para a Câmara num texto consensual entre as duas Casas ou, pelo menos, mais aproximado de uma convergência mútua.”

O presidente da Câmara disse que os deputados podem ainda fazer alterações nos projetos que forem aprovados no Senado, mas que haverá uma convergência no “corpo principal” dos textos. “E com isso, as PECs ficam definitivamente afastadas.”

Havia expectativa de que o Senado levasse nesta quarta a plenário dois projetos sobre combustíveis, mas Pacheco adiou a apreciação dessas matérias para a próxima terça-feira.

As propostas relatadas por Jean Paul Prates incluem, por exemplo, a criação de uma conta de estabilização de preços dos combustíveis e a alteração do modelo de cobrança do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), cobrado pelos Estados, mas com liberdade para cada governador definir a alíquota.

PEC dos Combustíveis

No começo do mês, o senador Carlos Fávaro (PSD-MT) protocolou uma proposta que permite redução de tributos sobre combustíveis sem compensações. Apelidada pela equipe econômica de “PEC Camicase”, a medida teria impacto fiscal superior a R$ 100 bilhões, pelas projeções iniciais.

Antes, o deputado Christino Áureo (PP-RJ) havia apresentado uma PEC no mesmo sentido, com aval da Casa Civil, que representaria uma perda de arrecadação entre R$ 52 bilhões e R$ 54 bilhões.

Agência Estado

Recent Posts

Mortes por acidentes de trabalho mais que triplicam em Marília no último ano

Acidente com morte em Marília no ano de 2024; em 2025 números aumentaram 250% nas…

18 horas ago

Prefeitura inicia revitalização do estádio Pedro Sola em Marília

Espaço antes tomado pelo mato agora está limpo novamente (Foto: Divulgação) O estádio varzeano Pedro…

18 horas ago

Água: o hábito de cuidar desse recurso essencial começa em casa e gera grande economia

O desperdício, nem sempre está associado a grandes excessos. Muitas vezes, ele surge de situações…

18 horas ago

Reforma da USF Aeroporto garante nova estrutura e mais cuidado, diz Danilo

"É uma alegria enorme ver que a Saúde hoje é tratada como prioridade. A reforma…

18 horas ago

MAC desperdiça pênalti e empata sem gols com o Paulista no Abreuzão

Disputa de bola alta no primeiro tempo da partida (Foto: Matheus Dahsan/Assessoria Imprensa MAC) O…

1 dia ago

Marília perde o corretor José Pedro Moreira, inspiração para o setor imobiliário

José Pedro faleceu ontem, sexta-feira, dia 30 de janeiro de 2026, e o seu sepultamento…

1 dia ago

This website uses cookies.