Marília e região

Pais, alunos e professores votam sobre modelo cívico-militar

As escolas estaduais de Marília que demonstraram interesse em aderir ao modelo cívico-militar devem realizar consultas públicas para ouvir a opinião da comunidade escolar. O processo segue diretrizes da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP), que prevê a implantação do novo modelo a partir do segundo semestre de 2025 em até 100 unidades escolares.

Três escolas estaduais de Marília manifestaram interesse em aderir ao modelo cívico-militar. As escolas estaduais Professora Oracina Correa de Moraes Rodine, no Jardim América, na zona oeste; Professor Benito Martinelli, no Jardim Santa Antonieta, na zona norte; e Professor Edson Vianei Alves, no bairro Palmital, também na região norte, podem receber o novo modelo de ensino.

Essas unidades agora devem organizar e conduzir as consultas públicas para alunos, pais, responsáveis e equipes escolares. As consultas devem ser registradas na plataforma Secretaria Escolar Digital (SED) até o dia 31 de março. Caso não seja atingido o quórum mínimo de 50% da comunidade escolar, novas rodadas de consulta estão previstas para abril

Além de Marília, outras sete escolas da região também solicitaram a mudança para o modelo cívico-militar, incluindo unidades em Garça, Maracaí, Ourinhos, Paraguaçu Paulista, Rancharia, Rinópolis e Tupã. Se mais de 100 escolas manifestarem interesse, critérios de desempate serão aplicados.

Serão avaliados itens como proximidade de até dois quilômetros de outra unidade que não aderiu ao modelo, número de votos válidos a favor da implantação e escolas com maior diversidade de níveis de ensino (Fundamental e Médio).

As escolas que adotarem o novo modelo seguirão o Currículo Paulista e contarão com monitores selecionados pela Secretaria da Educação, com apoio da Secretaria de Segurança Pública para garantir a segurança e a organização escolar. Policiais da reserva atuarão em cada escola para contribuir com a formação cívico-militar dos alunos.

O governo estadual prevê um investimento de R$ 7,2 milhões para a contratação de monitores, sem alterar o orçamento geral das unidades escolares. O resultado final das consultas públicas será divulgado em 25 de abril, e a implantação do modelo está prevista para o segundo semestre de 2025.

Mães, pais ou responsáveis pelos alunos menores de 16 anos de idade podem votar, assim como estudantes a partir de 16 anos de idade, ou seus familiares, em caso de abstenção de alunos dessa faixa etária. Não é possível o voto do estudante mais o voto do responsável nesse caso. Professores e outros profissionais da equipe escolar também poderão votar.

Alcyr Netto

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