Regional

Onça-parda e outros animais voltam a aparecer em mata após incêndio em Pompeia

Onça-parda é flagrada em área de mata em Pompeia (Foto: Divulgação)

Várias espécies, inclusive os humanos, tentam retomar a vida após o incêndio de grandes proporções que devastou boa parte da área rural de Pompeia no início do mês. Voluntários, que promovem ações de auxílio na cidade, divulgaram vídeos que mostram o retorno de onça-parda, pequenos macacos e antas pelos pontos afetados pelo fogo.

Em cada registro, é possível ver que as espécies nativas caminham em busca de alimento, água e tentam já marcar território. O regresso dos animais tem sido garantido através do esforço coletivo de moradores que se mobilizaram em prol da fauna local, a fim de minimizar os danos e impactos do desastre ambiental.

A mobilização de voluntários envolve a arrecadação de frutas e verduras para alimentar os animais sobreviventes. Mercados e quitandas da região têm apoiado a campanha, com o fornecimento de alimentos que não serão utilizados para consumo humano.

Momento em que voluntário flagra anta próxima de área atingida por queimada (Foto: Divulgação)

Segundo os voluntários, essas imagens “aquecem o coração, que de pouquinho em pouquinho os animais estão aparecendo”. O moradores informam que os trabalhos de distribuição de água e alimentos em pontos estratégicos continuam.

INCÊNDIO

No final de agosto e começo de setembro, um incêndio de grandes proporções atingiu Pompeia drasticamente. Como consequência, a administração das fazendas atingidas prevê uma lenta recuperação do meio ambiente.

O primeiro foco foi identificado no dia 22 de agosto, na área industrial de Paulópolis. Ventos fortes e a seca prolongada fizeram com que as chamas se alastrassem rapidamente, atingindo diversas propriedades rurais vizinhas. Em poucos dias, o fogo ameaçou inclusive a área urbana de Pompeia, especialmente o Distrito Industrial.

Foram quase duas semanas de combate intenso, entre trabalho de combate e rescaldo. Brigadistas, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e voluntários enfrentaram as chamas sem descanso, enquanto aeronaves auxiliavam na contenção.

Nos dias 4, 5 e 6 de setembro, a situação se tornou crítica, com o fogo chegando aos limites do Distrito Industrial. A proximidade com a área urbana forçou as autoridades a remover cercas e derrubar árvores para ampliar aceiros e proteger a cidade. Mais de 100 pessoas, entre voluntários, produtores rurais e brigadistas, participaram do combate.

Wesley Murici

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