Regional

Oficiais são afastados após suposta ‘furada de fila’ na vacinação

Dois oficiais do 32º Batalhão da Polícia Militar do Interior (BPM/I), de Assis (distante 75 quilômetros de Marília), foram afastados após supostas irregularidades na fila da imunização voltada aos profissionais da área. A informação é da Secretaria de Segurança Pública (SSP).

O Marília Notícia já havia mostrado que a lista com os nomes dos vacinados no batalhão foi divulgada nesta segunda-feira (12) e, de acordo com denúncia, alguns que constam no documento não são profissionais da área – seriam e moradores que teriam furado a fila.

Segundo informações divulgadas, os nomes seriam de esposas de trabalhadores da segurança, estagiário e policial da reserva. Vale lembrar que vacinação deve ser feita apenas nos trabalhadores da ativa.

Em nota divulgada nesta sexta-feira (16), a SSP disse que “a operação de vacinação dos profissionais de segurança pública exigiu minucioso planejamento e primorosa execução para imunizar mais de 140 mil agentes em 83 postos de vacinação nos quartéis em 10 dias”.

“A Instituição seguiu as recomendações do PNI (Programa Nacional de Imunizações) e do PEI (Plano Estadual de Imunização) para vacinação contra a COVID-19, assim como os protocolos técnicos de ambas as instâncias”, diz o comunicado.

“No caso da cidade de Assis, a Polícia Militar recebeu com perplexidade a informação de que familiares de policiais teriam recebido doses da chamada ‘xepa’ (algumas doses restantes de três frascos já abertos ao final das atividades de vacinação), contrariando determinações claramente emanadas pelo comando da Polícia Militar. A Instituição não compactua com desvios de comportamento e o caso está sendo rigorosamente apurado. Dois oficiais do 32º BPM/I foram afastados”, finaliza a secretaria.

PM

Na segunda (12), a PM já havia dito que “o Comando de Policiamento do Interior – 8 (Presidente Prudente) instaurou sindicância para apurar os fatos”.

Também afirmou que “seguiu as recomendações do PNI (Programa Nacional de Imunizações) e do PEI (Plano Estadual de Imunização) para vacinação contra a Covid-19, assim como os protocolos técnicos de ambas as instâncias, que preveem o aproveitamento de doses remanescentes em frascos abertos ao fim do expediente de imunização, se houver.”

PREFEITURA

A Prefeitura de Assis também havia publicado um esclarecimento em seu site dizendo que “a referida lista também já foi solicitada pelo Ministério Público Estadual, por meio do ofício n° 138/2021-6PJA-dgs, e requereu a sua publicidade”.

“Urge esclarecer que o município de Assis não participou de nenhum critério ou avaliação de elegibilidade para a vacinação dos profissionais de segurança pública. Todo o direcionamento, local e horário, organização da fila, pré-cadastramento e registro no sistema VaciVida ficou de total responsabilidade da Policia Militar e da equipe da Penitenciária de Assis”, afirmou a administração.

“Coube ao município apenas realizar a aplicação do imunizante em parceria com a Grupo de Vigilância Epidemiológica do Estado (GVE 13 – Assis), pois a Policia Militar não tinha profissional qualificado para este fim. Já a Penitenciária de Assis que dispõe de uma equipe de saúde realizou a aplicação da vacina de seus servidores. As vacinas foram recebidas pela GVE 13 – Assis e encaminhada diretamente ao Comando da Policia Militar local, 32º. Batalhão e Penitenciaria de Assis, pois, não passou pela guarda do município”, finalizou a Prefeitura.

Daniela Casale

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