Uma cidade revela muito sobre quem vive nela. Há o que se vê nas obras, na arquitetura e nas ruas. E há aquilo que passa despercebido: a água desperdiçada, o lixo deixado pelo caminho, o óleo lançado no ralo, a praça mal cuidada, a árvore preservada ou retirada sem necessidade, o resíduo que recebe ou não a destinação correta. São sinais discretos, mas reveladores. Quando se repetem todos os dias, deixam de ser fatos isolados e passam a definir a cultura de uma comunidade.
O saneamento oferece um retrato particularmente interessante dessa relação, porque boa parte dele acontece fora do nosso campo de visão. Depois que a torneira é fechada, a descarga acionada ou um resíduo descartado, há todo um percurso que continua longe dos olhos de quem está em casa. Redes, estações e equipes trabalham para que este ciclo funcione.
É um trabalho que a RIC Ambiental realiza diariamente em Marília, com investimentos e ações voltadas à melhoria dos sistemas de abastecimento de água e esgotamento sanitário. É uma operação contínua, que precisa funcionar todos os dias. Mas o funcionamento desse sistema também depende de algo que não está em nenhuma tubulação: consciência.
Uma cidade é feita pelo que se constrói, e também pela maneira como seus habitantes se relacionam com os espaços públicos, áreas verdes, ruas e recursos naturais que não são elementos isolados da vida urbana. Fazem parte de um mesmo lugar e, portanto, de uma responsabilidade que não termina na porta de casa.
Por isso a educação ambiental é tão importante, e não se resume a campanhas publicitárias ou orientações. É uma construção cotidiana de valores, percepção e responsabilidade. É entender que o que fazemos em casa, na rua ou em um espaço público importa, e muito!
Essa consciência se revela justamente quando não há ninguém para cobrar. É o cuidado que permanece sem fiscalização. A decisão de não desperdiçar. O entendimento de que uma praça pertence a todos. A percepção de que aquilo que desaparece pelo ralo ou fica para trás na calçada continua fazendo parte do ambiente que compartilhamos.
São atitudes que ajudam a definir não apenas como vivemos, mas o lugar que estamos construindo. Essa é a reflexão que Marília deve ter em mente: que cidade nossos hábitos estão revelando?
Não se trata apenas das grandes decisões ou dos projetos que transformam a paisagem. Está também no comportamento que se repete sem testemunhas, naquilo que fazemos por escolha e não por obrigação. É justamente por isso que o saneamento vai além da estrutura que precisa funcionar.
O futuro que queremos não depende apenas de novas redes e investimentos, mas também da maneira como escolhemos viver hoje. Aquilo que uma cidade será amanhã resulta do que governantes, empresas, instituições e seus habitantes fazem por ela, especialmente quando ninguém está olhando.
Juntos, por Marília, para Marília.
Eng° Julio F. Neves
Superintendente Comercial e de Comunicação
RIC Ambiental – Água e Esgoto do Marília S.A.
Polícia Civil requisitou exame necroscópico para determinar a causa da morte.
Presidente da Câmara afirma que eleição do vice-prefeito pode ampliar força política e recursos para…
Sessão desta segunda-feira também terá propostas sobre orçamento, denominação de vias e calendário cultural.
Ação da Prefeitura recolhe móveis, eletrodomésticos e outros materiais volumosos que não entram na coleta…
Encontros preparatórios para conferência municipal ocorreram em três espaços da cidade.
Atividades gratuitas serão realizadas das 9h às 12h, na avenida das Esmeraldas.
This website uses cookies.