A psicanalista Júlia Javarotti tem ganhado destaque em Marília por um trabalho que une técnicas tradicionais de saúde mental a práticas integrativas e espirituais. Há quase oito anos atuando na cidade, ela atende majoritariamente pacientes com depressão, combinando a psicanálise ao equilíbrio energético e a ferramentas terapêuticas alternativas.
Segundo a profissional, a mediunidade surgiu de forma intensa e inesperada, transformando completamente sua abordagem clínica. Júlia afirma que a sensibilidade espiritual se tornou tão forte que ignorá-la deixou de ser uma opção, o que a levou a integrar diferentes saberes para potencializar os tratamentos — uma fusão que, segundo ela, tem apresentado resultados expressivos.
Em entrevista ao Marília Notícia, Júlia conta como descobriu suas habilidades, relembra o primeiro contato com o tarot, explica as técnicas utilizadas no consultório e comenta de que forma a espiritualidade, a numerologia e a energia podem influenciar o ano de 2026, especialmente em Marília.
***
MN – Qual é a sua base de formação e como surgiu a mediunidade na sua vida?
Júlia Javarotti – Minha formação base é a psicanálise, e trabalhei por muito tempo apenas com a terapia tradicional. A mediunidade surgiu de forma muito forte na minha vida. Tentei ignorar e bloquear o quanto pude, porque passei por um período de negação, mas chegou um momento em que não conseguia mais evitar ver, ouvir e prever coisas. A energia, para mim, se tornou algo palpável, sólido.
Percebi que isso poderia agregar muito ao tratamento dos meus pacientes. Estou em Marília há quase oito anos e 98% do meu público é composto por pessoas com depressão e tendências suicidas. Ao aplicar o equilíbrio de energias junto à psicanálise, observei melhoras muito significativas, a ponto de médicos reduzirem medicações. Costumo brincar que Freud se remexe no caixão todos os dias, porque uni a espiritualidade a algo muito tradicional, mas o resultado é que nunca perdi um paciente para o suicídio; pelo contrário, eu dou alta para eles.
MN – Você mencionou que a mediunidade surgiu aos poucos. Como foi esse início e com que idade isso aconteceu?
Júlia Javarotti – Sempre fui muito intuitiva desde criança, mas nunca quis a mediunidade por medo do que via em outras pessoas. Eu rezava para Deus não deixar isso acontecer. Ela veio com força total há cerca de oito anos, quando eu estava vindo para Marília. Foi um período em que tive uma conversa muito séria com Deus, entregando meu caminho, e, a partir dali, a mediunidade fluiu de forma muito rápida. Eu dormia e acordava com percepções novas; parecia que tinham ligado “tomadas” em mim.
MN – E como foi o seu primeiro contato com o tarot?
Júlia Javarotti – Acordei um dia com uma necessidade física de segurar um tarot, algo ancestral. Fui até uma livraria e a vendedora disse que não havia tarots porque a dona era evangélica. Mesmo assim, uma voz na minha cabeça insistia que o tarot estava na estante do meio, na terceira prateleira, atrás dos livros. Eu mesma tirei os livros e encontrei um kit com livro e tarot que estava esquecido ali e nem constava no sistema. A partir disso, fui estudar. Minha professora de Tarot Cigano ficou impressionada, porque eu já utilizava técnicas de leitura muito antigas, sem nunca ter aprendido nesta vida.
MN – Olhando para o futuro, o que a numerologia e a espiritualidade reservam para 2026, especialmente para Marília?
Júlia Javarotti – Pela numerologia, 2026 será um ano de vibração 1, porque 2 + 0 + 2 + 6 resulta em 10, e 1 + 0 é 1. Saímos de 2025, que foi um ano de finalizações, e entramos em um ciclo de renovação, novos começos e plantio. Tudo o que for plantado em 2026 será colhido pelos próximos nove anos. Na Umbanda, o ano será regido por Ogum e Iansã. Ogum é o guerreiro que tira os planos do papel e faz por merecer, enquanto Iansã traz o movimento dos ventos. Para Marília, vejo um alerta: é uma cidade com o emocional muito abalado no que diz respeito à saúde mental. As pessoas precisam sair do automático e da zona de conforto, porque a espiritualidade está “tirando os véus” e nos deixando mais sensíveis.
MN – E no campo da prosperidade financeira, por que tantas pessoas se sentem travadas?
Júlia Javarotti – Porque dinheiro é energia, não apenas papel. Existem crenças limitantes ancestrais de que o dinheiro é algo sujo ou difícil. Se você não se sente merecedor no seu inconsciente, acaba se autossabotando e fechando portas que já estavam abertas. Em 2026, a prosperidade estará muito ligada ao fazer o bem. Empreendedores que investirem em ações sociais e olharem para o próximo tendem a ter retornos financeiros muito grandes, porque a energia do ano favorece quem gera benefícios coletivos.
Também integram a lista materiais genéticos para uso na reprodução animal e na propagação de…
Caixa registrou 16 apostas com cinco acertos no concurso desta quinta-feira (Foto: Agência Brasil) Nenhum…
Mateus Bernardo foi morto por vizinho e teve o corpo esquartejado (Foto: Divulgação) Aviso de…
Equipe Moradas Imóveis celebra sucesso do ano anterior (Foto: Gracy Santos/Marília Notícia) A Moradas Imóveis…
Emília Cristina Meira Porcari tem 30 anos e está desaparecida junto com os filhos (Foto:…
Arma, roupas, celulares e objetos apreendidos; suspeitos ostentavam poder aquisitivo (Foto: Divulgação/PM) Dois homens foram…
This website uses cookies.