Marília

Número de marilienses com plano de saúde volta a crescer

A quantidade de planos de saúde contratada por marilienses voltou a crescer em 2018 depois de três anos em queda, de acordo com dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Em dezembro do ano passado foram contabilizados 78.880 clientes de planos de saúde na cidade.

Isso quer dizer que aproximadamente 30% dos marilienses contam com esse tipo de serviço e não dependem exclusivamente do Sistema Único de Saúde (SUS) ou da contratação direta de profissionais da saúde e exames.

O aumento na quantidade de clientes de planos de saúde no ano passado foi de apenas 1% em comparação com o mesmo mês de 2017 (78.039), mas já pode indicar uma ligeira melhoria nas condições das famílias.

De acordo com a ANS, a contratação de plano de saúde “está diretamente relacionada à empregabilidade formal e ao poder de compra do cidadão”.

Seria justamente a crise econômica dos últimos anos que teria provocado a fuga de 7,2 mil marilienses para o SUS entre 2014 – ano com maior número de planos contratados na cidade, 85.239 – até o ano retrasado. A consequência é uma demanda maior pela saúde pública.

Naqueles três anos a redução na quantidade de clientes de planos de saúde em Marília foi de 8,4%. “Em um cenário econômico adverso, é natural que haja redução no número de beneficiários”, diz a agência.

Perfil

Em Marília a maior parte dos clientes dos planos de saúde são mulheres. Elas representam 54,2% dos marilienses cobertos.

O grupo etário com maior presença entre os cliente desse tipo de serviço na cidade possui entre 30 e 39 anos, com mais de 15 mil contratos (19% do total).

A faixa seguinte, que vai até os 49 anos compreende 15,3% dos marilienses com plano. Entre 50 e 59 anos estão 11,5% dos clientes.

A faixa até os 9 anos, a que vai entre 20 e 29 e a que fica acima dos 60 anos somam cada uma cerca de 13% do total.

Sobre o tipo de contratação, 58% dos marilienses que possuem planos estão na modalidade coletivos empresariais. Os planos individuais ou familiares cobrem 18% deles e o chamado coletivo por adesão 23%.

Leonardo Moreno

Leonardo Moreno é jornalista e atualmente cursa Ciências Sociais. Vê o jornalismo de dados como uma importante ferramenta para contar histórias, analisar a sociedade e investigar o poder público e seus agentes.

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