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Novo secretário espera corrigir demanda do Meio Ambiente

Cidade
25 de julho de 2022

Bosque Municipal deve passar por revitalização em Marília (Foto: Divulgação/Prefeitura de Marília)

Reciclar o lixo doméstico, preservar as árvores e reduzir o consumo de água potável. Essas são apenas algumas ações simples, mas que ajudam o meio ambiente. Com a mudança no comando da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, existe a expectativa de continuidade nos projetos que estavam em andamento, além de um novo estudo para a viabilização de trabalhos para avanço do setor em Marília.

O novo secretário da pasta, Renato Argollo Haber, conta que ainda está se inteirando dos assuntos e conhecendo a estrutura, mas já identificou a necessidade de uma revitalização do Bosque Municipal Rangel Pietraroia, um dos cartões postais de Marília. O local ocupa um espaço de aproximadamente 20 mil m², em ambiente de Mata Atlântica protegida na área urbana, na zona Leste de Marília.

“Eu fiz uma caminhada aqui pelo bosque, para ver a parte de manutenção do local. A ideia é entrar, de imediato, com uma forte limpeza num primeiro momento. Vamos também começar alguns reparos que precisam ser feitos, montar uma programação para revitalizar esse espaço. Ele é muito utilizado pela população, pelas famílias, por pessoas que vão caminhar, e deve ser um cartão postal da cidade”, afirma o secretário.

Haber conta ainda que pretende continuar com o bom trabalho que estava sendo realizado pelo coronel Marcos Boldrin, que ficou pouco tempo no comando da pasta, mas que já vinha conseguindo atingir metas.

Em junho, por exemplo, a Secretaria do Meio Ambiente e a ONG Unijovem firmaram parceria em pesquisa, análise e estudo de projetos ambientais alinhados diretamente com interesses da própria comunidade. A pesquisa é composta por entrevistas com moradores de diversos bairros da cidade, com o preenchimento de um questionário com questões relacionadas à conscientização ambiental.

O secretário tem a experiência de já ter passado pela Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento e de ser engenheiro agrônomo. Haber acredita que as vivências no setor privado e no período em que atuou no serviço público fazem com que tenha uma boa visão do que precisa ser feito em Marília.

Renato Argollo Haber é o novo secretário de Meio Ambiente de Marília (Foto: Divulgação/Prefeitura de Marília)

“Vamos montar um cronograma e fazer um planejamento para começar a colocar tudo isso em prática. Já vinham acontecendo algumas ações, incentivando muitas vezes alguns munícipes que se dedicaram para essa finalidade, mas é importante dar continuidade nisso”, explica Haber.

Para o ambientalista Rodrigo Más, a escolha para comandar a pasta deveria ser dentro de um “quadro orgânico”, com alguém que já tivesse uma biografia na área. Uma pessoa atualizada com as pautas do setor, não apenas no discurso ideológico, mas com experiência em licenciamentos, com a iniciativa privada, com gestão pública e conhecedor das novas legislações, entendendo a cidade como um organismo vivo e com relação interdisciplinar com as outras secretarias municipais.

“O Planejamento Urbano está totalmente ligado. A Secretaria de Educação precisa tratar o tema na transversalidade, com ações diretas no Ensino Fundamental. Tem que ter preparação e uma visão ampla, não apenas uma visão teórica. Tem que conhecer no sentido prático. O secretário precisa estar pronto para um enfrentamento como esse. Lamentavelmente, o histórico não é orgânico em Marília. As pessoas ainda não entenderam que o Meio Ambiente é um dos eixos estratégicos da cidade”, diz Rodrigo Más.

O ambientalista explica que o trabalho feito com o tratamento do esgoto foi muito importante para a cidade, mas diz que é preciso fazer mais do que isso, para que Marília se torne verdadeiramente uma cidade sustentável.

“É inegável que Marília evoluiu com a questão do tratamento de esgoto, mas a cidade não se resume a isso. Temos a arborização urbana, temos manejo de fauna, com problemas no bosque que possui uma superpopulação de quatis e gatos. Precisamos de um inventário florestal e um inventário de fauna. Não temos coleta seletiva e nem educação ambiental. Existe uma demanda ampla que precisa ser corrigida”, afirma o ambientalista.

AÇÕES PARTICULARES

Renato Haber destaca que vai continuar incentivando empresas e pessoas que se dedicaram e ainda se dedicam nas questões ambientais em Marília, seja plantando árvores ou mesmo recuperando nascentes, importantes para o desenvolvimento sustentável do município.

Uma empresa de Marília, comandada pelo empresário Derci Comandini, considerada uma amiga do Meio Ambiente em Marília, já participou do plantio de árvores nativas na cidade, melhorando a questão da arborização no município, por meio do projeto “Minha Cidade é Verde”, criado pela equipe do Programa Município VerdeAzul Marília. A iniciativa já plantou mais de nove mil árvores em áreas verdes e com nascentes, contando com o apoio de empresários e população desde setembro de 2021.

“Temos uma cidade linda, com grandes áreas verdes em seu entorno, mas podemos melhorar essa vegetação em nosso centro urbano, recuperando áreas de preservação e nascentes. Os empresários dependem dos insumos extraídos do meio ambiente para desenvolverem seus produtos e é justo que nos unamos para recuperar e preservar este setor tão importante para que tenhamos continuidade em nossos trabalhos e na preservação da vida em nosso planeta”, afirma o empresário.

Cerca de 150 toneladas de pneus são recolhidas todos os meses em Marília (Foto: Divulgação)

Outra empresa que atua diretamente na questão ambiental tem recolhido materiais e feito a destinação correta dos inservíveis.

De acordo com Edmilson Ferreira, responsável pela coleta em Marília, atualmente são recolhidos cerca de 150 toneladas de pneus velhos por mês apenas em Marília, que são encaminhados para uma empresa que possui um triturador homologado com todas as licenças ambientais, em Tabapuã.

“Temos essa responsabilidade de coletar os pneus em Marília e também cidades da região. Só de Marília levamos pneus três vezes por semana para reciclagem. Eles são transformados em matéria-prima para a caldeira de fábricas de cimento, artefatos de borracha ou podem ser ainda misturado com uma porcentagem no asfalto”, finaliza Edmilson Ferreira.