Marília

Novo pedido para cassar prefeito Daniel Alonso é arquivado

Por sete votos, contra quatro, o pedido de instauração de Comissão Processante contra o prefeito Daniel Alonso (PSDB) foi arquivado durante sessão na Câmara de Marília, na noite desta segunda-feira (31).

A denúncia foi feita no “embalo” do caso que envolve a vereadora professora Daniela D’Ávila (PL) e apontou que ela ocupou função de vice-diretora irregularmente, acumulando o cargo no Legislativo.

Votaram a favor da investigação contra Daniel os vereadores Danilo Bigeschi (PSB), Luiz Eduardo Nardi (Podemos), Maurício Roberto (PP) e Marcos Custódio (PSC).

O presidente da Câmara, Marcos Rezende (PSD), só vota em caso de empate.

O pedido de comissão processante contra o prefeito, assim como a denúncia contra Daniela, foi apresentado pelo advogado criminalista paulistano Marcos Rogério Manteiga.

Entenda

O motivo da inclusão de Daniel nada tem a ver com os episódios recentes, que deram origem ao pedido inicial de cassação da parlamentar – ou seja, a acusação de quebra de decoro por supostamente pedir intervenção da tenente-coronel da PM, Márcia Cristal, na apreensão de um carro em seu nome.

O autor da representação, que ajudou a divulgar a polêmica recente envolvendo Daniela e o comando local da Polícia Militar, afirma que recebeu novas denúncias um dia após ter feito a primeira representação.

“A nobre vereadora Professora Daniela, em tese teria incorrido em ato de improbidade administrativa”, diz Manteiga sobre episódios anteriores. Em julho de 2019 a vereadora teria pedido afastamento de sua função como professora “para tratar de assuntos particulares”.

Em seguida, ela – que é docente concursada da rede municipal – teria sido nomeada “para o desempenho da função de Auxiliar de Direção de EMEF [Escola Municipal de Ensino Fundamental]”.

Segundo o advogado, “tais nomeações ferem a Lei Orgânica do Município de Marília, mais precisamente os seus artigos 26 e 27”.

A legislação citada veda ao vereador “aceitar cargo, emprego ou função, no âmbito da Administração Pública Direta ou Indireta Municipal”, salvo em algumas exceções. A punição seria a perda do mandato.

Em nota emitida no dia seguinte à representação, a Prefeitura de Marília negou que haja qualquer irregularidade no fato da vereadora possuir função de auxiliar de direção de escola municipal.

“Silvia Daniela Domingos D’Avila Alves é titular de cargo efetivo de professora e desempenha a função de auxiliar de direção de escola municipal de ensino fundamental desde 07 de janeiro de 2013, portanto, muito antes de ser eleita e empossada vereadora”, defendeu a administração municipal.

Carlos Rodrigues

Recent Posts

Justiça condena dono de construtora por injúria e ameaça após chamar arquiteto de macaco

A 1ª Vara Criminal de Marília condenou o dono de uma construtora pelos crimes de…

10 horas ago

Rogerinho lança pré-candidatura a deputado estadual com apoio de lideranças

Evento em Marília reuniu lideranças políticas e marcou abertura de comitê da pré-candidatura.

10 horas ago

Polícia Civil cumpre mandados em operação por crimes contra a administração pública

Veículos apreendidos durante operação da Polícia Civil em Ourinhos (Foto: Laperuta Junior/Passando a Régua) A…

14 horas ago

Roberto Baggio é o novo reforço do MAC para disputa da Copa Paulista

Roberto Baggio construiu sua trajetória com passagens por clubes como Ponte Preta, Anapolina, Sertãozinho e…

17 horas ago

Agência Nacional determina apreensão de lote falsificado de Mounjaro

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta quinta-feira (30) a apreensão de um…

17 horas ago

Arrecadação federal cresce 7,7% em junho e soma R$ 264,4 bilhões

A arrecadação das receitas federais alcançou R$ 264,4 bilhões em junho deste ano, com crescimento…

17 horas ago

This website uses cookies.