Todos os onze vereadores que participaram da votação disseram sim à instauração do processo (Imagem: TV Câmara)
A Câmara de Marília acolheu na noite desta segunda-feira (31), por unanimidade (11 votos), o pedido para abertura de Comissão Processante por quebra de decoro parlamentar contra a vereadora Daniela D’Ávila, do Partido Liberal (PL).
Marcos Rezende (PSD), presidente da Casa, não precisou votar (só decidiria em caso de empate) e a votação teve um integrante a menos, a própria vereadora que será investigada.
Exposta à opinião pública, ela acabou virando pivô de uma crise política após o afastamento – como punição – do sargento da Polícia Militar que mandou guinchar um carro registrado em seu nome.
O vazamento do áudio de uma conversa entre a tenente-coronel Márcia Cristina Cristal e o sargento responsável pela apreensão, acabou expondo Daniela.
Antes da votação, a vereadora falou em sua defesa: “Eu fui requerer uma informação. Onde tem vídeo, áudio, falando que eu requeri algo diferente? Não tive nenhum benefício”, argumentou.
“Não tive oportunidade de pagar a minha conta em dia não. Será que sou só eu, senhores vereadores? Que abram sim a CP (Comissão Processante), mas com o peso na consciência dos senhores, de que eu não fiz nada”, garantiu.
Antes, José Carlos Albuquerque (PSDB) usou o espaço para criticar a vereadora e antecipar seu voto, a favor da comissão processante.
A sessão
Marcos Rezende (PSD) afirmou ter consultado a Procuradoria do Legislativo sobre carta de justificativa recebida do primeiro suplente, Sílvio Harada.
O parecer foi pela possibilidade da sequência da votação, mesmo sem a presença de Harada. Não há necessidade também, segundo o Procurador, da convocação do segundo suplente, Samuel Menezes, o popular “Samuel da Farmácia”, – embora ele tenha comparecido.
O autor da denúncia, o advogado paulistano Marcos Rogério Manteiga, veio à Marília para assistir a sessão e pediu para sustentação oral, o que foi negado pelo presidente da Câmara.
Composição
O policial militar da reserva e principal crítico da suposta “carteirada” da vereadora, Albuquerque (PSDB) foi sorteado para fazer parte da Comissão Processante que vai apurar a conduta da colega parlamentar.
Foram sorteados também os vereadores Mário Coraíni (PTB) e João do Bar (PP). A comissão ainda vai se reunir para definir quem serão o presidente, o relator e o membro da Comissão.
O grupo vai convocar testemunhas e irá ouvir a vereadora, antes de emitir um relatório que será votado em plenário, podendo resultar na cassação por quebra de decoro.
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