Política

Nova lei de saneamento avança no Congresso

As mudanças pretendidas pelo governo para a área de saneamento ganharam novo impulso ontem com a apresentação do relatório da Medida Provisória 868, que altera o marco legal do setor. A expectativa é que o texto seja votado no dia 7 de maio na comissão mista para então seguir ao plenário da Câmara.

O tema é acompanhado com grande expectativa tanto por governadores interessados em privatizar suas companhias de saneamento como por empresas que desejam entrar no setor. O andamento na comissão ainda nesta semana era visto como essencial, pois a medida provisória perderá a validade em 3 de junho – isso ocorreu no governo Michel Temer, que precisou reeditá-la.

As alterações nas regras do setor interessam à administração de Jair Bolsonaro, que enviou sugestões. Na avaliação da equipe econômica, a nova lei é essencial para deslanchar investimentos no setor, considerado o mais atrasado da infraestrutura. Cerca de 100 milhões de brasileiros ainda não têm acesso à rede de esgoto e 35 milhões estão sem acesso à água.

Uma sugestão incorporada ao relatório é a realização das licitações por blocos de cidades, que serão definidos pelos governadores. A medida fará com que a concessionária seja obrigada a assumir o serviço de cidades menores que, em tese, não atrairiam interessados.

A decisão de trazer empresas privadas caberá aos governos locais “A União não vai interferir. Vamos obedecer ao princípio da federação. Quem está perto do problema é que tem de decidir”, diz o relator, o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE).

A MP poder dar impulso à privatização de companhias estaduais, como a Sabesp, ao permite que contratos firmados com prefeituras sejam mantidos no caso de elas serem vendidas.

Outra mudança considerada fundamental, que já constava do texto original da MP, é a que força a competição no setor ao definir que, ao fim de um contrato, os governos locais devem abrir uma concorrência para o fornecimento do serviço. A ideia é que as companhias estaduais e companhias privadas possam disputar o contrato.

O relatório prevê ainda que a Agência Nacional de Águas (ANA) ganhe competência para editar normas de referência para o setor em todo o País, definindo condições mínimas para contratos e para o fornecimento do serviço, por exemplo.

Agência Estado

Recent Posts

Polícia Militar Rodoviária apreende cerca de 700 quilos de drogas em Marília

Entorpecentes apreendidos pela Polícia Militar Rodoviária em Marília (Foto: Alcyr Netto/Marília Notícia) Uma operação da…

6 horas ago

Bando invade granja, ameaça funcionário e furta fiação de quatro propriedades

Porta da casa onde vive funcionário ficou destruída (Foto: Valdecir Luís) Quatro homens foram presos…

10 horas ago

Justiça valida concessão do Daem e rejeita ação da Matra

A Justiça de Marília julgou improcedente a ação civil pública movida pela Organização da Sociedade…

10 horas ago

Circuito Café de Hotel começa dia 20 com prêmios e ação social

Circuito Café de Hotel será realizada em Marília entre os dias 20 de março e…

10 horas ago

Bolsonaro mantém melhora clínica e laboratorial, mas segue em UTI

O ex-presidente Jair Bolsonaro manteve melhora clínica e laboratorial ao longo das últimas 24 horas,…

11 horas ago

Petrobras retoma 100% da produção em duas áreas na Bacia de Campos

A Petrobras vai recomprar 50% de participação dos campos de petróleo Tartaruga Verde e Espadarte…

11 horas ago

This website uses cookies.