Marília

Nova etapa de pesquisa não encontra Covid-19 entre 250 marilienses

Pesquisadora atuando em Marília (Foto: Divulgação)

A segunda fase do estudo Epicovid19-BR entrevistou e testou 250 marilienses escolhidos por sorteio entre os dias 4 e 7 de maio e nenhum deles deu positivo para o novo coronavírus. Na primeira etapa, em maio, foram 229 testagens e todas também deram negativo.

O relatório a respeito da segunda etapa foi emitido nesta quinta-feira (11) e chama a atenção que, mesmo com a aceleração na disseminação da doença entre os marilienses nas últimas semanas, o estudo não tenha identificado casos positivos entre os participantes.

Na primeira fase da pesquisa, Marília contava com aproximadamente 50 casos confirmados para a doença. Agora, o número quase triplicou.

O levantamento é realizado pela Universidade Federal de Pelotas, com financiamento pelo Ministério da Saúde e outras entidades através de parceria com o Ibope.

Desta vez, em 120 cidades, incluindo 26 das 27 capitais (com exceção de Curitiba), foi possível testar pelo menos 200 pessoas, todas selecionadas por sorteio.

Para fins de comparação, na primeira fase da pesquisa, ocorrida entre 14 e 21 do mês passado, em 90 cidades foi possível testar 200 ou mais participantes.

“Esse avanço metodológico talvez seja o grande destaque da segunda fase da pesquisa. Com um maior número de entrevistas realizadas e de cidades incluídas nas análises, aumenta a nossa capacidade, enquanto epidemiologistas, de interpretar os dados sobre coronavírus no Brasil”, avalia o coordenador geral do estudo, Pedro Curi Hallal.

Em 83 cidades, foram entrevistadas e testadas 200 ou mais pessoas nas duas fases da pesquisa. Nessas cidades, a proporção da população com anticorpos aumentou de 1,7% para 2,6% (podendo variar de 1,5% a 1,8% na fase um e de 2,4% a 2,8% na fase dois pela margem de erro da pesquisa).

Esse aumento de 53% foi estatisticamente significativo e é inédito em estudos similares. Por exemplo, na Espanha, estudo semelhante indicou aumento de apenas 4% entre as duas etapas da pesquisa.

Leonardo Moreno

Leonardo Moreno é jornalista e atualmente cursa Ciências Sociais. Vê o jornalismo de dados como uma importante ferramenta para contar histórias, analisar a sociedade e investigar o poder público e seus agentes.

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