Marília

Mulheres ganham quase 10% menos do que homens em Marília

O salário médio que as mulheres com carteira assinada recebem em Marília continua quase 10% mais baixo do que aquilo que os homens ganham. O levantamento foi feito exclusivamente pelo Marília Notícia.

Os números são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) referentes ao primeiro semestre deste ano.

Pesquisa similar realizada com base em dados do mesmo período do ano passado mostra que houve um pequeno aumento na diferença.

O salário médio de mulheres com emprego formal é de R$ 1.486,18 enquanto dos homens é de R$ 1.647,40. Ou seja, em média eles ganham R$ 161,22 a mais. Entre janeiro e junho do ano passado essa diferença era de R$ 154,79.

Profissões mais desiguais

Desta vez, a novidade que a reportagem do MN traz (atendendo pedidos de leitores) é a listagem das profissões em que existe maior diferença salarial entre os gêneros. Para baixar a tabela completa, [clique aqui].

Só foram analisadas aquelas ocupações em que existem tanto homens quanto mulheres empregados com carteira assinada, o que resultou em 312 linhas.

Em apenas 10 delas os salários são exatamente iguais para os dois sexos, por exemplo, agente de ação social, cultivador de legumes, visual merchandising, auxiliar de enfermagem da Estratégia de Saúde da Família, médico cirurgião pediátrico, trabalhador de fabricação de sorvete.

Na maior parte dos casos, porém, são os homens que ganham mais. É o que ocorre em 166 profissões.

Aquela em que eles ganham mais em relação a elas é a ocupação de gerente de logística  vinculado à armazenagem e distribuição. O salário médio de homens é de R$ 6.838 e de mulheres é R$ 1.843,3. A diferença é de quase R$ 5 mil.

Por outro lado, existem 136 ocupações em que as mulheres ganham mais do que os homens em Marília. A mais significativa é a de professor de medicina em que o salário médio dela foi de R$ 15.785,5 e deles de R$ 5.657,3. A diferença é de mais de R$ 10 mil.

Mas tamanha diferença não é a regra. Em 24 casos os homens ganham acima de R$ 1 mil a mais do que as mulheres. Já o contrário ocorre em apenas em 15 situações.

Leonardo Moreno

Leonardo Moreno é jornalista e atualmente cursa Ciências Sociais. Vê o jornalismo de dados como uma importante ferramenta para contar histórias, analisar a sociedade e investigar o poder público e seus agentes.

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