Marília

MP investiga objeto dentro de garrafa de vinho em Marília

Faca que teria sido encontrada dentro de garrafa (Foto: Divulgação)

O Ministério Público (MP) abriu nos últimos dias um inquérito para investigar suposto caso de adulteração ou falsificação de produto alimentício, após uma mulher relatar ter encontrado uma faca dentro de uma garrafa de vinho.

Um boletim de ocorrência foi registrado em agosto deste ano pela consumidora, uma professora de 57 anos, moradora da região do Jardim Aquarius, zona Norte de Marília.

Ela afirmou que comprou uma garrafa de vinho suave bordô da marca Crevelim em uma das unidades do supermercado Confiança e três dias depois, ao abrir o produto, encontrou a faca com o cabo enrolado em fita adesiva.

A professora teria entrado em contato com o supermercado e com a indústria após o ocorrido e se disse preocupada com sua saúde. A empresa responsável pelo vinho teria informado que iria apurar o ocorrido.

Ela teria passado por uma bateria de exames por supostamente ter ingerido a bebida antes de descobrir o objeto estranho.

Outro lado

Ao Marília Notícia a assessoria de imprensa do supermercado Confiança declarou que ofereceu suporte para a cliente na época.

“Na ocasião do ocorrido, o consumidor foi recebido pela gerência da unidade, que passou todas as orientações necessárias para o mesmo”, diz nota do Confiança.

Um dos sócios da Crevelim, Renato Crevelim, disse ao site que manteve contato com a consumidora, mas ela não teria autorizado a análise do produto, nem teria enviado a garrafa para análise, conforme teria sido solicitado.

“Em nosso sistema de envasamento é impossível que essa faca tenha sido colocada dentro da garrafa. Nossa fábrica está aberta para mostrar isso. A faca não passa no bico de envasar e nossos funcionários são proibidos de utilizar esse tipo de objeto”, afirmou Renato.

“Mas sem uma análise do produto e da garrafa, fica difícil me posicionar. Só recebemos as fotos. Não posso, de jeito nenhum, afirmar que aconteceu na distribuição, nem que aconteceu no ponto de venda, nem muito menos na casa da consumidora”, comentou o sócio da Crevelim.

Leonardo Moreno

Leonardo Moreno é jornalista e atualmente cursa Ciências Sociais. Vê o jornalismo de dados como uma importante ferramenta para contar histórias, analisar a sociedade e investigar o poder público e seus agentes.

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