Polícia

Mosteiro de Marília acusa suposto restaurador de peças sacras de estelionato

Uma representante do Mosteiro Maria Imaculada de Marília, localizado na zona Leste da cidade, procurou a Polícia Civil, nesta terça-feira (17), para registrar queixa de estelionato contra um homem que teria levado 17 peças sacras para restauração e as devolvido manchadas e com falhas.

Conforme relatado, freiras do convento receberam, no dia 23 de março deste ano, um suposto especialista em restaurações de metais preciosos e peças litúrgicas que vinha de Campinas.

Após pesquisas na internet e consulta ao portfólio do suspeito, as irmãs decidiram aproveitar a oportunidade para reformar algumas peças sacras banhadas em ouro e prata, sendo que em uma delas continha uma pedra rubi. O valor da mão de obra ficaria em R$ 8 mil.

Cerca de dez dias depois, o homem teria voltado ao convento acompanhado do filho, devolvendo um total de sete itens finalizados, alegando que teria realizado “banho em ouro 24 quilates”. Na ocasião foram pagos os R$ 8 mil em dinheiro ao restaurador, que solicitou um adicional de R$ 55.480,00 por outros custos relacionados aos serviços, incluindo material.

Ainda conforme relato das irmãs, o mesmo homem teria retornado depois de mais alguns dias com o restante das peças, inclusive para cobrar o valor adicional, que não foi pago.

Antes de deixar o local, ele teria dito que as irmãs só poderiam tocar nas peças depois de 15 dias, pois o ouro fresco não poderia ter contato com as mãos. Ele ainda teria pressionado para receber os cerca de R$ 55 mil pelo telefone por diversas vezes.

Passado o tempo de espera, as freiras verificaram que todos os itens apresentavam falhas, manchas e detalhamentos em péssima qualidade.

Preocupadas, levaram-nas para avaliação de um ourives, que afirmou que o material não era da qualidade que imaginavam. O especialista explicou ainda que havia sido empregado um outro tipo de ouro durante a restauração, que somaria, no máximo, 14 quilates.

A Polícia Civil recebeu os dados do suspeito, que conta com escritório operacional em Campinas e deve investigar o caso.

Félix Naveda

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