Vista geral dos estragos provocados pelo rompimento da barragem de rejeito da empresa de mineração Samarco
Em reação à decisão que trancou a acusação de homicídio contra executivos de mineradoras envolvendo a lama de Mariana, a força-tarefa do Ministério Público Federal em Minas Gerais afirmou, nesta quinta-feira, 25, que “inúmeras provas” mostram que inundação, danos ambientais e as mortes de 19 pessoas foram previstas por Vale, Samarco e BHP Billiton, e funcionários de alto escalão denunciados. Apesar de lamentar o julgamento, a procuradoria mineira, responsável pela denúncia em primeira instância, afirma respeitá-la.
Os procuradores ressaltam que a “acusação de homicídio doloso tinha – e continua tendo – amplo respaldo nas provas dos autos”. “Se o resultado morte adveio de uma conduta dolosa [assunção do risco de causá-las], a cominação legal é de prática de homicídio”.
A força-tarefa afirma entender que “haveria apenas o crime de inundação se o resultado morte não tivesse sido previsto e assumido com a operação do empreendimento dentro de um cenário de risco proibido”.
“Fato é que todos os resultados – desmoronamento, inundação, danos socioambientais e mortes – foram cabalmente previstos pelas empresas, tendo sido registrados em relatórios e atas de reuniões, conforme inclusive prova um documento em especial: relatório interno da Samarco previa, em caso de rompimento da barragem, a possibilidade de causação de até 20 mortes”, argumenta o MPF.
Segundo a procuradoria, essa “previsão mostrou-se assustadoramente correta, já que 19 pessoas perderam a vida em decorrência do rompimento de Fundão”. “A questão é que os acusados, cientes dos riscos, preferiram ignorá-los num contexto em que outros fatores, como aumento dos lucros, preponderaram”.
Os procuradores afirmam “respeitar a decisão, mas lamentam que o julgamento dessa conduta vá ser impedido por uma decisão proferida em sede de habeas corpus, instrumento que não é destinado a analisar provas”. “Essa circunstância sobressai, especialmente num processo que se caracteriza por prova de imensa complexidade, com cerca de 170 volumes de documentação”.
Porta da casa onde vive funcionário ficou destruída (Foto: Valdecir Luís) Quatro homens foram presos…
A Justiça de Marília julgou improcedente a ação civil pública movida pela Organização da Sociedade…
Circuito Café de Hotel será realizada em Marília entre os dias 20 de março e…
O ex-presidente Jair Bolsonaro manteve melhora clínica e laboratorial ao longo das últimas 24 horas,…
A Petrobras vai recomprar 50% de participação dos campos de petróleo Tartaruga Verde e Espadarte…
O ministro André Mendonça, relator da Operação Sem Desconto no Supremo Tribunal Federal (STF), negou pedido da Polícia…
This website uses cookies.