Economia

Ministro diz que horário de verão só volta neste ano se for imprescindível

O ministro das Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou nesta terça-feira (8) que a decisão sobre a implementação ou não do horário de verão será tomada no máximo até a próxima semana.

Silveira ainda afirmou que a retomada da medida, que adianta os relógios em uma hora com o intuito de economizar energia elétrica, só será efetivada neste ano “se for imprescindível”.

“Não podemos passar da decisão na semana que vem. Por quê? Porque novembro é o mês que mais precisa de horário de verão, novembro até meados de dezembro”, disse ele. Nesse prazo, os setores afetados e a população teriam de 15 a 20 dias para se adaptar à mudança nos relógios.

Alexandre Silveira concedeu entrevista a jornalistas em Brasília, após a cerimônia de sanção presidencial da lei do Combustível do Futuro, na Base Aérea, em Brasília.

O evento contou com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e da ex-presidente Dilma Rousseff, atualmente presidente do Banco dos Brics. Dilma também foi ministra das Minas e Energia, no primeiro mandato de Lula.

Silveira disse que está levando as discussões “ao limite” para verificar se será mesmo necessário o horário de verão. “O horário de verão é extremamente transversal. Se for imprescindível, ele será [adotado neste ano], mesmo sabendo que divide opiniões em todo o Brasil”, afirmou.

“Se não for imprescindível, nós vamos esperar o período chuvoso. E, se após o período chuvoso nós tivermos os nossos reservatórios, que são pulmão do setor elétrico, restabelecidos à altura, a gente entra ano que vem com maior tranquilidade”, completou.

O horário de verão é uma das alternativas na mesa do governo, que também já ampliou autorizações para o funcionamento de usinas termelétricas a gás. A seca também já causou o aumento da bandeira da conta de luz.

No mês passado, o presidente Lula transmitiu ao judiciário a mensagem de que adiaria para depois das eleições municipais a implementação do horário de verão.

A posição foi manifestada após pedido da presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministra Cármen Lúcia, que manifestou a integrantes do governo federal preocupação com a operacionalização das eleições.

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POR RENATO MACHADO

Folhapress

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