Oito anos após o enceramento das atividades, a empresa Circular de Marília ainda tem dívidas com pelo menos metade dos 750 trabalhadores desligados. Parte deles promete fazer protesto pacífico, em frente ao Fórum da Justiça do Trabalho de Marília, na avenida Tiradentes.
O ato foi marcado para a próxima terça-feira (18), às 8h, mas sem a participação de sindicatos. Um dos envolvidos na iniciativa, o ex-funcionário Fábio Santos, contratado como auxiliar operacional, diz que a manifestação tenta “evitar o esquecimento”.
“Justiça muito lenta. Só pagaram uma parte dos ex-funcionários. Tem pessoas que já morreram sem receber”, conta Santos.
A advogada Adriana Ferrari, que representa vários dos ex-trabalhadores, afirma que “apesar da boa condução processual”, cerca de 350 dos 750 ainda aguardam desfecho.
“O processo, inclusive está em segredo de Justiça, em sua execução. As ações foram procedentes aos trabalhadores, o que falta é todos receberem”, diz.
A advogada afirma que todos que tinham 60 anos ou mais, entre 2013 a 2019, já receberam. Agora os valores estão sendo pagos, conforme acessam a execução processual, aos ex-funcionários que completaram 60 anos em 2020. “Pagou-se muito, mas claro, faltam vários”, constata.
No caso dos trabalhadores que morreram, a titular da pensão por morte (a viúva, em geral) ou herdeiro recebe o benefício.
“Não queremos nada além. Somente que isso seja acelerado. É um direito do trabalhador e não poderia demorar tanto tempo, ainda mais que estamos enfrentando uma pandemia”, finaliza Santos.
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