Marília

Marilienses reclamam de descaso da Zoonoses

Segundo ONG, veículo que era usado para resgatar animais não funciona mais

A Divisão de Zoonoses de Marília está parcialmente abandonada. Entre suas atribuições fundamentais está prevenir e controlar a população de animais domésticos (cães, gatos e animais de grande porte), fato que não vem ocorrendo na cidade.

Segundo o presidente da ONG de Defesa e Proteção dos Animais de Marília (DPAM), Fábio Cabral, o descaso do poder público em Marília é evidente.

“A Prefeitura não faz nada. Nós da ONG DPAM que estamos fazendo a apreensão. O caminhão deles para apreensão de animais foi desativado e colocado para recolher entulho. Semanas atrás uma vaca solta na pista provocou um acidente fatal. Esses dias apreendemos um burro solto também. Não há apreensão nem fiscalização. Quantos mais animais e pessoas terão que morrer?”, disse Cabral, que responsabiliza a administração e parte da população pelos problemas vividos em Marília.

Um fotógrafo da cidade, que prefere não se identificar, é um dos que não se conforma com a calamidade que vive a Divisão de Zoonoses: “Não estão sendo realizadas nem as castrações. Outro dia vi vários cachorros na rua, eles estavam nervosos e atacando quem passava a pé perto da Sampaio Vidal. Liguei e pedi uma solução, mas me responderam que não tem veículo pra apreensão e nem vai ter tão cedo. Além de não ter equipe, está tudo parado e quebrado”.

Diante das inúmeras as reclamações que o Marília Notícia recebe todos os dias, a reportagem entrou em contato com a Prefeitura, para obter um retrato mais claro da situação no município, mas não houve retorno.

É bom lembrar que o perigo não está só dentro da cidade. Encontrar animais soltos nas estradas também é muito comum. Todos os meses as empresas que administram as rodovias da região capturam pelo menos 300 animais que, além de atrapalhar o trânsito, colocam em risco a vida dos motoristas.

Conforme a legislação brasileira, deixar animais soltos é crime, mesmo que isso ocorra acidentalmente quando uma cerca é quebrada. Se identificado, o dono do animal pode pegar até dois meses de cadeia.

Um dos animais apreendidos com recursos próprios da ONG

 

Marília Notícia

Recent Posts

HBU realiza troca inédita de válvula do coração sem cirurgia em Marília

Técnica reduz riscos e tempo de internação, segundo médicos (Foto: Divulgação) O Hospital Beneficente Unimar…

13 horas ago

Instituto Prospera forma alunos de cursos gratuitos e reforça capacitação em Pompeia

Projeto do Fundo Social oferece capacitação gratuita em áreas como costura e serviços (Foto: Divulgação)…

13 horas ago

Tupã intensifica limpeza de bocas de lobo para prevenir alagamentos

Limpeza da rede de drenagem é ampliada para reduzir riscos de enchentes (Foto: Divulgação) A…

13 horas ago

Tribunal de Contas atribui conceito B+ à gestão de tecnologia da Prefeitura de Tupã

Ferramenta mede efetividade da tecnologia da informação nos municípios (Foto: Divulgação) O município de Tupã…

13 horas ago

SUS bate recorde e realiza 14,7 milhões de cirurgias eletivas em 2025

Ministério da Saúde aponta impacto do programa Agora Tem Especialistas (Foto: Agência Brasil) O Sistema…

13 horas ago

STF decide que caixa dois pode ser punido como improbidade administrativa

Decisão foi tomada em julgamento virtual do plenário (Foto: Agência Brasil) Por unanimidade, o Supremo…

13 horas ago

This website uses cookies.