Marília

Marilienses que trabalham expostos ao sol sofrem com o calor intenso

Sol é agressivo principalmente no período das 13h às 17h (Foto: Arquivo/Marília Notícia)

Conforme já antecipado pelo Marília Notícia no início da semana, as temperaturas devem chegar perto dos 40 graus nesta sexta-feira (15) e no fim de semana. A onda de calor intenso tem preocupado marilienses que trabalham expostos ao sol.

Segundo a meteorologista do Instituto de Pesquisas Meteorológicas (IPMet), da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Bauru, Zildene Pedrosa Emídio, a semana está sendo bastante quente em Marília e na região. As temperaturas começaram a subir ontem.

Nesta sexta-feira, a temperatura atingiu 31°C logo pela manhã, às 9h. Para o trabalhador da concessionária de energia elétrica Jonathan Mariano, de 26 anos, o sol chega a ser agressivo e doloroso para a pele.

“O calor começa bem cedo, já às 7h da manhã. Procuro usar protetor solar, além de toucas e vestimentas para evitar queimaduras. Fico muito exposto ao sol porque trabalho com energia elétrica dos postes e tenho medo de câncer de pele. No período da tarde, o sol chega a machucar”, conta.

Segundo Mariano, nesses dias quentes, o jeito é investir em hidratação. “Gasto bastante dinheiro com água e isotônicos. Se não hidratar direito, podemos sofrer com viroses e outras doenças. Em dezembro, fiquei 40 minutos no sol e pequei insolação. Tive que passar pelo médico no Pronto Atendimento (PA) da zona sul”, completa.

O sol também afeta as propriedades rurais. Em Amadeu Amaral, distrito de Marília, a agricultora Jaqueline Correia da Silva, de 26 anos, conta que o calor tem prejudicado o cultivo de verduras e legumes.

“Está difícil produzir alface, rúcula e almeirão, por exemplo. Os raios do sol queimam as folhas e consequentemente atrapalha o cultivo, o que impactou na alta dos preços de verduras e legumes nos supermercados”, destaca.

Cultivo de folhas tem sido prejudicado pelo sol quente (Foto: Divulgação)

De acordo com Jaqueline, que mora no assentamento São Januário no distrito, o sol só não atrapalha na colheita de mandioca e abóbora. “Temos utilizado a sombrite, que é estruturada por telas de proteção ao sol, para obter sombra na horta, e estamos gastando muito com água nesse período. As plantações precisam constantemente de água”, argumenta.

A meteorologista Zildene Pedrosa informa ainda que o pico maior de calor deve ser neste sábado (16), com máximas de 39°C e 40°C, e não há previsão de chuva. “Se chover, serão pancadas passageiras”, conclui.

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Gustavo César

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