Marília

Marília tem resultados acima da média em índices

Vista aérea de Marília; município tem Educação e Saúde de excelência, melhorias na Segurança e avanços em Meio Ambiente (Foto: Divulgação/Prefeitura de Marília)

Marília está classificada com resultados acima da média, entre os 645 municípios paulistas, no levantamento “Gestão por evidências e foco nos resultados”. O desempenho das cidades foi atualizado site do Programa Parcerias Municipais.

Os dados disponibilizados pelo Governo no Estado de São Paulo têm como objetivo impulsionar o desenvolvimento e reduzir desigualdades.

Marília se destacou nas áreas prioritárias que englobam Educação e Saúde. Também atingiu resultados acima da média estadual em alguns dos índices de Meio Ambiente, como tratamento de resíduos sólidos, abastecimento de água e atendimento em coleta de esgoto.

No tema segurança, a maioria dos resultados foi positiva, com a cidade acima da média paulista em relação a acidentes de trânsito com vítima, furtos e roubos.

Marília está abaixo da média do Estado em um importante indicador ambiental: o de tratamento de esgoto – já que coleta 100% -, apesar de ainda não tratar a totalidade dos efluentes. Em relação à Segurança Pública, o município tem indicador de estupros acima da média, enquanto que o de homicídios está exatamente na proporção paulista.

Através do site do Programa Parcerias Municipais, é possível acompanhar a evolução de cada cidade em relação à média do Estado. O objetivo é auxiliar os gestores nas tomadas de decisões, além de informar sobre os principais instrumentos de parcerias entre o Governo Paulista e as Prefeituras.

EDUCAÇÃO

A educação de Marília apresenta indicadores acima da média do Estado da creche ao ensino fundamental II, que termina no 9º ano. O atendimento das crianças de zero a três anos em creches do município é 60,2% maior que a média estadual.

Retomada das aulas após pandemia (Foto: Divulgação/Prefeitura de Marília)

Na pré-escola, que atende crianças de quatro e cinco anos, Marília ficou com a primeira posição no indicador entre as outras 645 cidades paulistas. Em 2020, o atendimento a esta faixa etária foi 100% maior que a média estadual e a variação no número de matrículas correspondeu a 4,8% de crescimento nos últimos dez anos.

Outro destaque é o Indice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 7,2 no Ensino Público, o qual também alavanca nota maior que a média estadual.

SAÚDE

Em 2019, a taxa de mortalidade infantil de Marília foi igual a 9,2 por mil nascidos, sendo menor que a média estadual. Entre 2009 e 2019, a taxa do município caiu 16%.

Assistência farmacêutica, que foi recentemente reestruturado e acabou com reclamações (Foto: Divulgação/Prefeitura de Marília)

O município registrou 13,93 internações por condições sensíveis à Atenção Básica para cada 100 internações totais em 2019. Essa taxa foi menor que a média do Estado de São Paulo, sendo a 254ª melhor entre os 645 municípios paulistas.

Entre 2009 e 2019, a taxa caiu 1,8% – avanço ainda tímido -, considerando a importância da Atenção Básica para evitar estas internações.

SEGURANÇA PÚBLICA

De 2015 até 2020, houve queda vertiginosa nas taxas de acidentes de trânsito com vítima e de mortes na cidade.

A diminuição, em cinco anos, foi de 66,2% nas mortes – um indicador melhor que a variação média dos 645 municípios analisados (-39,1%). Foram registrados 15 óbitos no trânsito na cidade em 2020; enquanto que em 2015 foram 43 vítimas fatais.

Parcerias melhoram a segurança na cidade; redução de furtos e roubos (Foto: Divulgação/Prefeitura de Marília)

Embora apresente taxa de homicídios equivalentes à média do Estado de São Paulo (6,5 a cada 100 mil habitantes, em 2020), Marília tem média melhor que o território estadual em vários outros indicadores.

Foram 969,5 roubos e furtos a cada grupo de 100 mil moradores, em 2020, ante a 1.590 no Estado. Em dez anos, houve melhora significativa: o total de casos por ano caiu de 3.583 roubos e furtos no município em 2010, para 2.245 e 2020.

Marília precisa proteger melhor as potenciais vítimas e prevenir estupros. A taxa de incidência deste crime (por 100 mil habitantes) está em 26,3. Somente em 2020 foram 61 casos de violência sexual na cidade.

O número de estupros registrados no município aumentou em 29,8% entre 2010 e 2020. Foram registrados 47 estupros em 2010 e 61 em 2020.

Quanto a esse indicador, porém, há uma ressalva: esse tipo de crime pode ter grande subnotificação. Por isso, autoridades em Segurança Pública alertam que nem sempre o baixo número de casos notificados representa que os estupros não estejam acontecendo. É preciso denunciar sempre.

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Carlos Rodrigues

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