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Marília tem a maior taxa de suicídio do Estado

Cidade
09 de setembro de 2016

Marília tem a maior taxa de mortes por suicídio do Estado de São Paulo. Os dados alarmantes foram divulgados ontem (8) pela Fundação Seade, órgão do governo de São Paulo para análise de dados.

A pesquisa traz um amplo estudo dos casos de suicídio no Estado entre 2013 e 2014. “A situação mais grave foi encontrada nas Regiões Administrativas Central, de Marília e de Ribeirão Preto, com taxas de mortalidade por suicídio superiores a 7,5 óbitos por 100 mil habitantes”, diz o estudo.

Especificamente Marília tem a maior taxa: 8,6 mortes por 100 mil habitantes. Ribeirão Preto fica em segundo lugar com 7,5 mortes por 100 mil habitantes.

O enforcamento, relacionado a transtornos metais ou desilusões é a causa da morte mais comum segundo a Fundação Seade.

Constatou-se também o aumento no número de mortes por suicídio nos meses mais quentes do ano. Os domingos e segundas são os dias em que mais tragédias acontecem.

“Embora não haja consenso dos motivos que levam a esse padrão, algumas hipóteses são levantadas como, por exemplo, o fato de a vida social tornar-se mais intensa nos meses mais quentes, podendo gerar estresses em pessoas com quadro de depressão, aumentando o risco de morte por suicídio. No entanto, outros estudos demonstram que a luz interage com o neurotransmissor serotonina, de modo que a exposição à luz solar poderia alterar seus níveis e influenciar comportamentos e emoções como humor, impulsividade e agressividade”, diz trecho do boletim divulgado.

Em Marília, as pessoas de 40 a 59 anos são as que mais se matam. Vale ressaltar que somente em 2014 ocorreram 2.339 mortes por suicídios no Estado de São Paulo, o que representa taxa de 5,6 óbitos por 100 mil habitantes.

De acordo com o estudo, os transtornos mentais mais associados ao suicídio foram: depressão, transtorno do humor bipolar e esquizofrenia.

Certas características de personalidade também foram consideradas importantes entre os fatores de risco, além da dependência de álcool e de outras drogas psicoativas.

“A situação de risco é agravada quando mais de uma dessas condições estão combinadas, como, por exemplo, depressão e alcoolismo; ou ainda a coexistência de depressão, ansiedade e agitação”, diz o órgão do governo estadual.

No ranking de mortalidade por causas externas do Estado, suicídio aparece em terceiro lugar, atrás de acidentes de transporte e agressões.

No Brasil, Rio Grande do Sul e Santa Catarina detêm os maiores índices de suicídio com índices superiores a 10 por 100 mil habitantes. Países como Lituânia, Belarus, Rússia, Cazaquistão, Hungria, Japão e Coreia do Sul registram taxas acima de 20 óbitos por 100 mil habitantes.