Biblioteca da Unesp de Marília, a mais afetada pelos cortes (Foto: Arquivo)
Marília sofreu um corte de 41% na quantidade de bolsistas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) nos últimos anos. Em 2017 eram 131 e agora são apenas 77 – ou 54 a menos.
Nesta semana o Marília Notícia publicou matéria sobre a falta de recursos e a ameaça ao pagamento de todas as bolsas vigentes. A redução no número de bolsas é outro sintoma do mesmo problema.
Agora, o MN levantou os dados junto ao setor de Dados Abertos do CNPq desde 2014, quando foram contabilizados 103 bolsistas. No ano seguinte o número foi para 128 e em 2016 houve queda para 121.
Desde 2017 – maior patamar desde o começo da série levantada – foram duas quedas, para 111 em 2018 e agora para a quantidade atual citada no primeiro parágrafo.
Marília
O valor total pago mensalmente pelo CNPq em Marília é de R$ 156,9 mil e o valor médio é de R$ 2.037,87 mil.
A maior quantidade de bolsas concedida é de produtividade em pesquisas (20), seguida por mestrado (19), iniciação científica (17), iniciação científica júnior (10), doutorado (8), iniciação tecnológica (2) e apoio técnico à pesquisa (1).
A Universidade Estadual Paulista (Unesp) concentra a maior partes das bolsas do CNPq em Marília, com 48 benefícios. A Faculdade de Medicina de Marília (Famema) conta com 12 bolsas. As particulares somam 17 bolsas juntas.
Ameaça
O CNPq é principal agência de fomento à ciência do Governo Federal que informou só ter recursos para pagar as cerca de 80 mil bolsas existentes em todo o país até a folha de agosto.
Para os meses seguintes, não existe mais dinheiro. O orçamento aprovado para este ano foi deficitário, de R$ 784 milhões, o menor desde 2010 em valores nominais.
A pasta da Ciência e Tecnologia tenta negociar solução com a equipe econômica para conseguir mais R$ 330 milhões até o fim do ano.
O ministério tenta conseguir com a equipe econômica R$ 330 milhões até o fim do ano. Nos últimos dias deputados passaram a cogitar a utilização de recursos recuperados pela Lava Jato.
O bauruense Marcos Pontes, ministro da Ciência e Tecnologia, declarou na semana passada que implorou por socorro ao ministro da Economia, Paulo Guedes.
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