Marília

Marília tem baixo índice de dengue, mas Saúde alerta para risco

Agente de saúde visita casa na zona Norte (Foto: Arquivo)

O município de Marília manteve, durante 2018, controle do Aedes Aegypti e, por conseqüência, das doenças transmitidas por esse incômodo mosquito.

Segundo dados da Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal da Saúde, até esta sexta-feira (28), foram confirmados 53 casos na cidade, nenhum óbito. Porém, o estado de alerta está mantido, devido ao período chuvoso e risco de aumento de transmissão.

Outras 38 notificações aguardam confirmação. Em relação a zika vírus, a cidade não registrou nenhum caso. No ano, Marília teve cinco positivos para chikungunya, sendo um caso contraído em 2017 e confirmado em janeiro e outro importado de outro Estado.

A queda no número de casos tem acontecido a cada ano. Em 2015, oficialmente, foram 10.202 casos confirmados. Com grande subnotificação e interrupção dos exames, estima-se que a doença fez mais de 20 mil vítimas durante a “grande epidemia”.

Já em 2016 houve redução para 230 casos, ainda grave situação de surto no município. O controle passou a apresentar resultados apenas em 2017, quando o ano terminou com 63 casos, dez a mais que este ano (ainda não consolidado).

A enfermeira Alessandra Arrigoni Mosquini, supervisora da Vigilância Epidemiológica, explica que 80% dos criadouros estão no interior das casas. Principalmente neste período de festas e férias, quando muitos viajam, é preciso redobrar a atenção com potenciais criadouros.

“Calhas entupidas, um objeto no quintal, uma tampinha de garrafa esquecida, ou um recipiente, por menor que seja, pode representar uma ameaça à saúde de várias pessoas, ao redor dessa residência. Somos todos responsáveis”, reforçou.

Ela lembrou ainda que o excesso de embalagens, com o aumento das compras nessa época do ano, favorece a formação de resíduos. Parte desse material acaba indo para em terrenos baldios, onde pode virar criadouro.

“A dengue é apenas uma das ameaças. Importante lembrar que temos no país a circulação da zika e chikungunya. Todas estas doenças são tratáveis, porém pode ocorrer agravamento e óbitos, por isso precisamos impedir a reprodução do mosquito. Isso se faz com a eliminação do criadouro”, destacou Alessandra.

Marília Notícia

Recent Posts

Câmara Municipal convoca audiência sobre fogos com estampido em Marília

Em Marília, o estouro de fogos com estampidos é proibido desde 2019 (Foto: Divulgação) A…

3 horas ago

Prefeitura abre licitação de R$ 106 mil para compra de lâmpadas e refletores

Edital prevê a aquisição de até 4.901 lâmpadas para espaços públicos municipais (Foto: Arquivo: MN)…

3 horas ago

Em sabatina, Messias defende autocontenção do STF em pautas polêmicas

O indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF) Jorge Messias defendeu, em sabatina na Comissão de…

3 horas ago

Brasil reduz em 42% perdas florestais em 2025, aponta estudo

O Brasil perdeu 1,6 milhão de hectares de cobertura arbórea em floresta tropical úmida em…

4 horas ago

Inscrições para vagas remanescentes do Fies terminam nesta quarta-feira

As inscrições gratuitas para as vagas remanescentes do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) do primeiro…

4 horas ago

Professores temporários poderão assumir jornada especial em Marília

Professores contratados por tempo determinado poderão participar da atribuição de aulas em jornada especial na…

5 horas ago

This website uses cookies.