A suspeita de adulteração na gasolina utilizada na aviação, que já paralisou parcialmente os voos privados no país, pode ter causado danos em pelo menos cinco aviões, que estão na principal oficina do ramo em Marília e região.
Nenhuma das aeronaves é da cidade, porém estão parados à espera de manutenção e, princialmente, de investigação sobre as causas das avarias.
As aeronaves estão sob os cuidados da Oficina Marília de Aviação (OMA), a maior da região, com hangar no Aeroporto Estadual de Marília “Frank Miloye Milenkovich”.
O diretor técnico, Erick Silva, explica que os aviões apresentam danos no sistema de vedação do tanque, o que pode oferecer sérios riscos, em caso de vazamento durante voos. As peças, de material emborrachado, podem estar sendo danificadas pelo alteração na composição do combustível.
“Esperamos que as autoridades tenham respostas em relação a isso. Enquanto não se sabe as causas, não tem como voar”, explica.
A gasolina é usada em aviões com motor a pistão. Em geral, são aeronaves de pequeno porte, para até nove passageiros, por isso problema não afeta a aviação comercial, que utiliza querosene.
A Petrobrás, que importa toda a gasolina de aviação usada no país, suspendeu um lote do produto e interrompeu o fornecimento, enquanto análises são feitas nos laboratórios da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), com apoio da Aeronáutica.
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